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Amália cantando nas ruas típicas de Lisboa, fotografada por Jean Manzon nos anos 1940. Manzon morreu em Reguengos de Monsaraz, em 1990, e esta fotografia foi recentemente adquirida pelo Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira

Jean Manzon/CEPAR Cultural, São Paulo; cortesia do Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira

100 anos de Amália. Quando ela cantou Camões, a polémica estalou

Amália rodeou-se sempre de poetas, escritores, músicos e artistas plásticos. Mas quando, em 1965, cantou pela primeira vez versos de Camões, reunidos num disco com o título “Com Que Voz”, a polémica reinou

António Valdemar

O centenário de Amália, que decorre este ano e vai ser assinalado mesmo nas circunstâncias atuais da covid-19, pouco favoráveis para reminiscências eruditas, traz à memória evocações que preencheram momentos singulares de uma vida intensamente vivida.

Sendo Amália uma mulher que queria ser do povo, que se rodeou de poe­tas, de escritores, de músicos e de artistas plásticos, que sempre acolheu, na sua casa, com afetuosa hospitalidade, também ficou associada a uma das polémicas do século XX, em torno de Camões. A outra polémica foi suscitada por Aquilino Ribeiro. São duas polémicas muito diferentes, mas ambas visaram retirar Camões do pedestal olímpico em que o situa­ram. Amália e Aquilino procuraram trazer o poeta e a sua obra para junto de nós, como se fosse um dos nossos contemporâneos.

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