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100 anos de Amália. As luzes e as sombras da diva na biografia do centenário

“Amália - Ditadura e Revolução”, publicada no centenário da diva do fado, impede que nos continuemos a esconder em hagiografias sem sombra de pecado

Não deixa de ser estranho, ou mesmo incómodo, que 100 anos passados desde o nascimento de Amália Rodrigues e mais de duas décadas depois da sua morte ainda não tenha sido publicada uma biografia exaustiva sobre a obra e a vida da diva. Não cabe aqui discutir se em Portugal o mercado das biografias é pífio, tanto do lado da oferta como da procura, mas a ausência de uma boa biografia de Amália Rodrigues e, já agora, de Eusébio, oculta um mistério, sendo estas duas personagens, pelas boas e más razões, invariavelmente, consideradas figuras fundamentais no século XX. No caso que aqui importa, não há como olvidar a importância de “Amália. Uma Biografia” (1987, Contexto), de Vítor Pavão dos Santos, mas essa não só era autorizada como conscientemente terá apagado inúmeros episódios de grande importância, a “pedido de várias famílias”, como agora atesta “Amália — Ditadura e Revolução”, biografia da cantora portuguesa assinada por Miguel Carvalho, jornalista da revista “Visão”, que vem preencher o tal vazio ensurdecedor.

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