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Está encontrado o disco perfeito para este verão remendado. É um 'mapa-mundo' que começa no Texas

São do Texas mas desenham, ao terceiro álbum, um autêntico mapa-mundo musical. Com influências do Médio Oriente, Tailândia ou Jamaica, os Khruangbin fizeram um belo disco

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Desde o primeiro dia que o caminho dos Khruangbin parece bafejado pela sorte ou mesmo pelo destino. Afinal, foi em território ‘sagrado’ — uma igreja metodista em Houston, no Texas — que Mark Speer, guitarrista e a cara principal da banda, começou por conhecer Donald “DJ” Johnson. Estávamos em 2004, e ambos os músicos ganhavam a vida a tocar naquela igreja, uma solução ao alcance de muitos artistas — religiosos ou nem por isso — no sul dos Estados Unidos. “Aqui em Houston há igrejas em todo o lado, e tens de ter pessoas para preencher essas posições”, explica-nos ao telefone da cidade texana Donald Johnson, agora baterista dos Khruangbin, na altura organista da igreja. “Os músicos aqui no sul, não só no Texas como em Dallas ou Fort Worth, podem ganhar a vida assim. Noutras regiões, dás um concerto aqui e ali e depois tens de arranjar um emprego para complementares o teu rendimento. Mas em Houston, se encontrares o sítio certo, podes sustentar-te, a ti e à tua família, dependendo apenas do teu ofício”, explica.

Três anos depois de Mark Speer, que na igreja tocava guitarra, conhecer Donald Johnson, juntou-se ao trio Laura Lee, com quem Speer partilhava dois interesses muito específicos: música do Afeganistão e arquitetura do Médio Oriente. Após Speer ensinar Lee a tocar baixo, ambos partiram em digressão com a banda Yppah, ganhando lentamente a vontade de ter a sua própria “casa”. Depois de convocarem para a missão Donald Johnson, que confessou não tocar bateria há anos, nasciam os Khruangbin, palavra que em tailandês, língua que Laura Lee estava a aprender na altura, significa “avião”. “Se soubéssemos que viríamos a ser populares, talvez tivéssemos escolhido outro nome”, admite na mesma chamada telefónica Mark Speer, que tem passado o confinamento na Califórnia. “Por outro lado, fico satisfeito por termos escolhido este. Se tivéssemos decidido chamar-nos The Bangs ou The Whigs, quando nos fossem googlar ia aparecer tudo menos a banda. Já a nossa, se escrevermos as três primeiras letras, aparece logo”, ri-se o guitarrista.

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