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“Muitos dos meus fãs passam-se quando digo que sou negro”. As confissões de Tom Morello, dos Rage Against the Machine

Filho de um homem negro e de uma mulher branca, Morello falou da sua própria experiência com o racismo

Tom Morello esteve à conversa com Dan Reynolds, dos Imagine Dragons, com quem editou recentemente um novo single.

O guitarrista dos Rage Against the Machine falou das suas próprias experiências com o Ku Klux Klan, e descreveu o racismo como sendo algo "tão Americano como a tarte de maçã e o basebol".

"Quando os Rage Against the Machine estavam no pico da fama e da fortuna, fui mandado parar e algemado na berma da [estrada] IL-176, só por ser negro", revelou.

"Dezenas de vezes, em Los Angeles, fui mandado parar por conduzir uma carrinha velha em Beverly Hills. Questionavam-se porque estaria um negro naquele bairro".

O racismo, continuou Morello, "é um ruído de fundo para todos aqueles que o viveram e é algo que não se pode compreender se não o viveres".

"Uma parte curiosa da minha história é que mudei de cor ao longo dos anos", disse. "Na cidade onde cresci, era o único negro. Certa vez, encontraram uma corda enlaçada na minha garagem. De vez em quando, queimavam uma cruz no quintal".

"E depois cheguei a uma banda que tinha canções predominantemente escutadas em rádios brancas, viradas para o rock. Muitos dos meus fãs passam-se quando digo que sou negro. Não querem ouvi-lo, duvidam que seja verdade. Acontece uma vez por mês, no Twitter ou no Instagram. Dizem-me que não sou negro. Asseguro-vos que o Ku Klux Klan do norte de Illinois acredita que sim", rematou.