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J.K. Rowling compara hormonas a antidepressivos e diz que homossexuais passam por uma “nova terapia de conversão”

A escritora de “Harry Potter” considera que os gays que se debatem com questões de saúde mental estão a ser manipulados por tratamentos à base de hormonas e cirurgias

J.K. Rowling continua envolta em polémica, após ter tecido uma série de comentários considerados transfóbicos.

A criadora de "Harry Potter" voltou ao Twitter, afirmando que os homossexuais que se debatem com problemas de saúde mental estão a ser "manipulados" para adotarem "uma nova terapia de conversão", com recurso a hormonas e cirurgias.

Esta nova polémica estalou quando Rowling colocou um "gosto" numa publicação no Twitter em que o uso de hormonas é comparado ao uso de anti-depressivos, e onde quem usa estes últimos é rotulado de "preguiçoso".

Fortemente criticada, a britânica não pediu desculpa - e insurgiu-se contra os tratamentos à base de hormonas, comummente utilizados por pessoas trans.

"Há vários profissionais de saúde preocupados com o facto de que os jovens que se debatem com a sua saúde mental estão a ser empurrados para o uso de hormonas e para recorrerem a cirurgia, quando isso pode ir contra os seus interesses", escreveu.

A sociedade, continuou, tem propagado "uma nova terapia de conversão a jovens homossexuais, que estão a ser empurrados para uma vida de medicação que poderá resultar em infertilidade ou na perda das suas funções sexuais". Grosso modo, que os jovens estão a ser "manipulados" para serem transsexuais.

Os comentários transfóbicos de J.K. Rowling já levaram outras figuras do universo "Harry Potter", como os atores Daniel Radcliffe e Emma Watson, a distanciarem-se da autora.