Perfil

Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

Notícias

Bonga

DR

101 canções que marcaram Portugal #30: 'Olhos Molhados', por Bonga

O angolano Barceló de Carvalho nasceu abonado de pernas e fez-se campeão de atletismo em Portugal. Assim que pôde, aproveitou o embalo e tirou o pé da metrópole. Encanta há décadas com os seus passos curtos, a sua voz rouca e um lamento em forma de semba. Bonga passou a ser embaixador de Angola, mesmo quando está em Portugal. Esta é a 30ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

101 canções que marcaram Portugal é uma rubrica que visa homenagear as cantigas, os compositores e os intérpretes que marcaram a história da música portuguesa em Portugal. Sem ordem cronológica rígida, são um retrato pessoal (com foco na petite histoire) do autor. Mais do que uma contextualização e de um inventário de factos conhecidos, é sobretudo uma associação de estórias e de muitos episódios não registados. São histórias com estórias para além da música. Às vezes o lado errado das canções. Sobretudo o lado errado das canções.

'Olhos Molhados', Bonga
(1991)

Alvor, Gbadolite e Bicesse. Foram estes os 3 acordos firmados entre os partidos que disputavam o poder em Angola. O acordo de Alvor incluía 4 (!) futuros integrantes de um governo de coligação (uma troika revolucionária): MPLA, UNITA, FNLA e o governo Português. O de Gbadolite, assinado em 1989, incluía (já só) o MPLA e a UNITA e não passou, na prática, de um diplomata e histórico aperto de mão entre José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi. Bicesse, esse sim, em 1991, foi o acordo que mais esperanças incutiu nos angolanos em Angola, nos angolanos espalhados pelo mundo e no mundo em geral.

O acordo de Bicesse, testemunhado hominem por EUA, Rússia e alguns países africanos, garantia eleições livres, as primeiras desde a independência de Portugal. O povo angolano iria escolher quem mais bem poderia defender a sua liberdade, a sua paz, o seu futuro. Até Bonga, que já vira ser-lhe prometido muito, que já ouvira promessas de entendimento e irmandade entre povos, etnias e irmãos, acreditou. Acreditou que era desta que Santos e Savimbi iriam pensar no povo de Angola - do Huambo ao Cuíto, de Luanda a Lisboa. A UNITA instalara até quartel general no Largo Serpa Pinto, à Maianga, e o camarada Jonas Malheiro Savimbi estava até aburguesado numa moradia colonial no Miramar. O povo angolano estava em festa e Bonga, angolano de medula, acreditava que as eleições, marcadas para daí a meses, iriam trazer a paz pela qual todos ansiavam.

Nessa época, já Bonga há muito tirara o pé do seu país, já há muito saíra da sua terra no Bengo, província que passou a abraçar Luanda depois da independência. Cansara-se das promessas de Marcello Caetano e cedo deduziu que a sua terra jamais fosse de angolanos por direito. Ou que a sua Angola, mesmo de angolanos, alguma vez fosse a Angola que achava que Angola merecia. Como nascera abonado de pernas e determinação, pôs-se a milhas para Lisboa, para o Benfica – onde poderia continuar a lutar nas pistas e na subversão pelos seus princípios. Fez-se campeão nacional e era, ao que parecia, mais um filho colonial, um ultramarino que nascera com estrela para o desporto. Não era um Eusébio, um Coluna, um Hilário – que eram mestres na relva. Era, isso sim, um mago do tartan.

O atletismo permitiu a Barceló de Carvalho, o Bonga, defender o verde e vermelho de Portugal fora da metrópole, mas o atleta embarcou só com o vermelho no alento; o Benfica e as suas convicções políticas se faisais pendant. Na Europa livre, para onde fugira à boleia do atletismo, lançou um álbum de lamento ao seu país. Haveria de ser o seu melhor álbum, Angola 72. As obras primas desse álbum suavam lamento, saudade e revolta conformada pelo sofrimento do seu povo, da sua terra, da Angola, mas também do continente que tinha inventado o mundo.

Bonga nunca mais regressaria ao seu país de vez. Passaria a ser desertor da pátria e, como se o castigo não bastasse, desacreditara-se dos políticos angolanos que, a partir de 1975, tomaram o seu país de autoridade e estes vedaram-lhe a autoridade que, não a tendo pedido, merecia pelo muito, e tão bem, que o tinha cantado. Por décadas, instalar-se-ia em Portugal. Instalar-se-ia num bairro que se assemelhava à sua Mutamba, ao seu Alvalade, à sua Samba, ao seu Prenda, ao seu Bairro Azul. Um bairro chamado Colina do Sol, no concelho da Amadora, onde o funji, o mufete e a paracuca disputam, ainda hoje, atenção com chouriças, cabidela e caldo verde.

A partir dos anos 80, já na Angola independente, Bonga tomou as vezes do Duo Ouro Negro e refrescou Portugal de instrumentos africanos, negras a lembrar rainhas Ngingas e uma voz que, de tão alegre, era um paradoxo da guerra que consumia a voz rouca, melódica e sofrida de Bonga. Naquele ano de 1991, o cota Bonga dedicava mais uma vez um álbum ao seu país mas, pela primeira vez nos seus 20 anos de sólida carreira, este era um álbum de alerta. Um álbum que tinha o nome mais bonito que para si havia: Paz em Angola. Desse álbum saiu a sua mais emblemática canção para Portugal, 'Olhos Molhados' para sempre recordada como ‘Tenho uma lágrima no canto do olho’.

Bonga chorava, e este álbum continuava a ser, para não fugir à sua tradição, de tristeza e desilusão. Parecia todavia ser o álbum em que Bonga queria alertar para o sofrimento a que o seu povo tinha sido exposto. Que era a hora certa para mudar. Era um álbum que queria fazer as pazes com o passado e abria os seus braços para um futuro que adiava tristezas. Era o álbum em que Bonga, mais do que nunca, queria vestir o seu bubu colorido e dançar com passos curtos as danças tradicionais da sua Angola, da sua terra vermelha.

Hoje, Bonga ainda não voltou para Angola. Passou a ser de Portugal há muito – que lhe estende o tapete vermelho sempre que ele quiser. Ele que é, em Portugal, o representante maior de um país, de um continente, a que nos sentimos emocionalmente tão afetos. Passou a ser também respeitado em Angola pela nova geração de músicos virtuosos. É o cota Bonga, em Angola e em Portugal. Não importa a nacionalidade. Que a nossa nacionalidade é onde queremos estar.

Velhos outrora respeitados
Era assim nos outros tempos
Hoje amizade e família
São manobrados pelo contexto

Ouvir também: 'Mona ki ngi Xica' (1972). A soberba versão de 2010, em dueto com o francês Bernard Lavilliers, tem infinitamente melhor som que a original, mas não tem uma ínfima parte do seu charme.

  • 101 canções que marcaram Portugal #23: 'Amanhã', pelo Duo Ouro Negro

    Notícias

    Foram embaixadores do Portugal tropical. Foram embaixadores de Angola em Portugal e no mundo. O que fez de Raul e Milo maiores, para além da elegância da sua música, foram aquelas vozes mornas, os braços abertos, a alegria e os passos roubados à caduque e ao semba. Esta é a 23ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #24: 'Rolar no Chão', pelos Afonsinhos do Condado

    Notícias

    Os Afonsinhos do Condado deram a Portugal o Caribe. Era uma banda delirante, mas não se limitava a fazer humor. Tinha um naipe de grandes músicos e bagagem vasta de muita música e de muitos géneros, que culminou em canções refinadas que marcaram o final da década de 80. Esta é a 24ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #25: 'Bairro do Amor', nos 70 anos de Jorge Palma

    Notícias

    Jorge Palma é mais do que música: é poesia. Zarpou muitas vezes de Portugal e aí bebeu matéria para as suas composições depuradas. É o compositor marginal que gostaríamos de ser, de ter sido, de representar – como um arquétipo de liberdade. Estendeu durante décadas o chapéu com uma frase muito sua: “qualquer coisa pá música”. No dia dos seus 70 anos, somos nós quem tira o chapéu e lho estende. Esta é a 25ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #26: 'Adeus Tristeza', por Fernando Tordo

    Notícias

    ‘Adeus Tristeza’ foi uma canção escrita a uma mão - e tanto que Fernando Tordo se acostumara à mão treinada do seu parceiro Ary dos Santos. É uma canção na ressaca da parceria mais fecunda da música portuguesa, uma canção-sinopse da sua vida, uma legenda da sua biografia. Esta é a 26ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #27: 'Music', pelos The Gift

    Notícias

    Os The Gift assinalam 25 anos de carreira. O seu percurso foi feito de glórias e de enviesamentos. A sua margem nunca foi a das convenções. Uma banda com muitos improváveis com tudo para dar certo. Esta é a 27ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #28: 'Socorro', por Pedro Abrunhosa

    Notícias

    Quando Portugal foi apresentado a Pedro Abrunhosa, este era um todo com muitas partes. Foi preciso o jazz, o 'outfit', Carlos Maria Trindade e um naipe de grandes canções para o músico do Porto avassalar Portugal nos anos 90. Esta é a 28ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #29: 'A Mula da Cooperativa', por Max

    Notícias

    Max sentia Lisboa como sua, mas comovia-se de cada vez que se pronunciava o nome da sua terra natal, a Madeira. Um ‘performer’ único que tinha tanto de Vasco Santana como de Buster Keaton e Alfredo Marceneiro. ‘A Mula da Cooperativa’ é a canção que melhor o define. Esta é a 29ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #16: 'A Minha Casinha', por Milú

    Notícias

    Milú foi figura primeira de filmes nos anos 40 e 50. Arriscou carreira no Brasil, regressou e esteve quase vinte anos sem filmar. José Fonseca e Costa recuperou-a já veterana, desconstruindo a imagem cândida que preservava de filmes estereotipados. ‘A Minha Casinha’, tal como ela, faz parte de um tempo ingénuo e puro, faz parte de Portugal, mas pouca parte faz já de nós. Esta é a 16ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #17: 'Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades', por José Mário Branco

    Notícias

    Aquilo por que José Mário Branco lutou foi a sua matriz de vida: a liberdade. Tomou-a a pulso e guardou décadas a tentar incutir em Portugal que a liberdade não é um dado adquirido e que há muitas formas de repressão. A história de José Mário Branco atravessa Humberto Delgado, Paris, Zeca Afonso e Luís de Camões. É feita de inquietação e serve de rumo para um Portugal atual. Esta é a 17ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #18: 'Sôdade', por Cesária Évora

    Notícias

    Cesária Évora é a embaixadora de Cabo Verde no mundo, 'Sôdade' a sua canção mais emblemática. A que define a essência dos cabo-verdianos: a angústia de ficar querendo partir e a angústia de partir querendo ficar. Esta é a 18ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #19: 'Marcha dos Desalinhados', pelos Delfins

    Notícias

    A história dos Delfins cruza-se com António Variações, Eduardo Nascimento e Miguel Esteves Cardoso. Tiveram engenho para criar canções servissem tanto quem quisesse revoltar-se como quem quisesse uma música de fundo para abraços apaixonados. Foram a banda do pós-PGA, de uma geração que não tinha por que revoltar-se, a maior banda portuguesa dos anos 90. Esta é a 19ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #20: 'Cavalos de Corrida', pelos UHF

    Notícias

    No final dos anos 70, como reação a canções de intervenção e delicodoces, passou a construir-se uma nova música em Portugal. Nascidos na margem a sul da capital, os UHF foram alento para uma nova geração de músicos e de público, regulando até hoje o rock que se faz por cá. Esta é a 20ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #21: 'Porta Secreta', por Artur Garcia

    Notícias

    Em 1967, o Festival da Canção foi ganho por Eduardo Nascimento. Nesse ano, Artur Garcia, uma das grandes vedetas em Portugal, levou a canção que o iria imortalizar, tendo porventura escolhido o ano errado para levar a concurso a sua ‘Porta Secreta’. Foi um ídolo do seu tempo. Esta é a 21ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #22: 'Sonho Azul', por Né Ladeiras

    Notícias

    'Sonho Azul' é a canção mainstream de Né Ladeiras, a que iria lançar a cantora hoje conotada com uma ambiência mais tradicional. É uma canção elegante e intemporal dos anos 80, mas foi para Né Ladeiras um apeadeiro na música que queria dar ao país nas décadas que se seguiriam. Esta é a 22ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #10: 'Menina dos Olhos d'Água'

    Notícias

    Pedro Barroso foi um homem de contradições: doce e indignado, um homem com o ‘sim’ por génese e o ‘não’ por convicção. Um esculpidor de cantigas impassível a modas, um criador sem tempo – sempre no tempo certo. Esta é a décima de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #11: 'Vendaval', por Tony de Matos

    Notícias

    Tony de Matos foi ‘o’ grande cantor romântico de Portugal, um Sinatra à portuguesa. Tinha uma melena negra, fatos de bom corte e uma voz agigantada. Fez suspirar mulheres pelo seu jeito marialva e homens pelo seu carisma. ‘Vendaval’ é a história de uma grande canção. Esta é a 11ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #13: 'Canção de Madrugar', pelo Conjunto Académico João Paulo

    Notícias

    Portugal não compareceu na Eurovisão em 1970, mas Sérgio Borges, o vencedor, inscreveria com autoridade outra das canções desse festival. O seu Conjunto Académico faria de ‘Canção de Madrugar’ um sucesso. É uma canção que, cantada de mil formas, soará sempre nova. Esta é a 13ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #14: 'Estou Além', por António Variações

    Notícias

    António Variações viveu 39 anos e varreu Portugal em dois. Portugal ainda não se recompôs de António Variações. Variações não era de tempo algum e o nosso tempo ainda não chegou a Variações. Uma história da música em Portugal que cruza Amares, o Frágil, o Zé da Guiné, a Guida Gorda e Andy Warhol. Esta é a 14ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #15: 'Verdes Anos', por Carlos Paredes

    Notícias

    Carlos Paredes era um compositor complexo e um homem complexo. O bem que fez resume a essência de onde está a nossa génese. Poderia servir de compêndio para a diferença entre o virtuosismo e a emoção. A sua história cruza música popular e erudita. Malangatana. E Big Macs. Esta é a 15ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #3: 'Lisboa Menina e Moça', por Carlos do Carmo

    Notícias

    Esta canção, escrita a quatro mãos, tornou-se no hino de Lisboa. De uma Lisboa que ainda existe, que existirá sempre. Os bairros, o fado, a sua luz. Lisboa vive hoje de outros pregões, mas nem por isso deixa de ser uma cidade menina e moça, a mulher da vida de muitos. Esta é a terceira de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #4: 'Demagogia', por Lena d'Água

    Notícias

    'Demagogia' é uma canção da pré-ressaca do rock português. Uma canção politizada, de inquietação contra os políticos, uma canção de ressaca da saída de Lena d'Água da Salada de Frutas. Esta é a quarta de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #5: 'A Canção do Beijinho', por Herman José

    Notícias

    O Portugal de 1980 estava ainda a despedir-se da euforia da revolução. Estava a ser bonita a festa, pá. Estava de bem consigo, indiferente à troika que aí viria. Queria pão e vinho sobre a mesa. Festas e afetos. E Herman José, que nunca aprendera a ser povo, fê-lo sempre em maior do que todos. Esta é a quinta de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #7: 'Recordar É Viver', por Victor Espadinha

    Notícias

    ‘Recordar É Viver’ é uma canção portuguesa, mas poderia ser francesa ou italiana. Victor Espadinha, homem inquieto e de muitos talentos, soube aí que tinha mais um: cantar. O homem dos palcos, da rádio, da televisão, da greve de fome, da carreira adiada em Londres, teve assim a legenda de uma carreira que não se bastou aí. Esta é a sétima de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #8: 'Kanimambo', por João Maria Tudella

    Notícias

    João Maria Tudella foi espião, cantor, tropicalista empedernido. Era um aristocrata nos modos e na substância. 'Kanimambo', o seu 'one hit wonder', é hoje uma canção datada, que conserva a memória dos que viveram no Portugal ultramarino. Ainda que essa memória não esteja ainda esquecida, quem ouve hoje os primeiros batuques da canção não deixa de sorrir, de rever o seu humor. Uma história que cruza Lourenço Marques, o Repórter X e Jorge Jardim. Esta é a oitava de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #9: 'Amor', pelos Heróis do Mar

    Notícias

    Foi uma das saídas fora de estrada que os Heróis do Mar fizeram para regressarem depois à sua matriz. À provocação do início seguiu-se uma canção doce, dançável, inflexão ao rock seco que se fazia então em Portugal. Ainda hoje, aquele ‘dráá-tá-tá-tá’ tem um efeito dopamínico. Esta é a nona de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #1: 'Desfolhada Portuguesa', por Simone de Oliveira

    Notícias

    Se Portugal pudesse escolher uma só cantiga do Festival da Canção, escolheria com certeza a ‘Desfolhada’. Simone de Oliveira deporia em 1969 a sua condição de menina. Tomaria balanço para mais cinco décadas de emoção – sentida e feita sentir. Sempre a conjugar com o verso de Ary, com um fogo posto. Esta é a primeira de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas, os compositores e os intérpretes que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #2: 'Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim', por Dina

    Notícias

    Dina. Dinamite. A meia dose, como lhe chamava Kris Köpke. Bebeu música de África e do rock, e com elas compôs baladas. Pouco tempo antes da reclusão, teve direito a celebração com músicos insuspeitos. Como insuspeito foi construído o seu percurso na canção em Portugal. Esta é a segunda de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas, os compositores e os intérpretes que ficaram para história da música portuguesa