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Segundo suspeito da morte do rapper Mota Jr conhece medida de coação

Detido no Reino Unido, pairam sobre si suspeitas de rapto e homicídio. Foi ouvido esta quinta-feira em tribunal em primeiro interrogatório judicial

Um segundo suspeito do rapto e homicídio do 'rapper' Mota Jr, em março passado, foi hoje ouvido em primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva, anunciou a Polícia Judiciária.

A Polícia Judiciária adianta, em comunicado, que a detenção ocorreu a 28 de maio, no Reino Unido, para onde o suspeito fugiu após o crime, e em cumprimento de uma Mandado de Detenção Europeu, no âmbito de um inquérito titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Sintra e cuja investigação está a cargo da Unidade Nacional de Contra Terrorismo, da PJ. Este suspeito, detido no Reino Unido em maio, aguardava o desenrolar de um processo de extradição solicitado pela justiça portuguesa às autoridades britânicas.

"À ordem deste inquérito encontra-se preso preventivamente um outro suspeito, presumível coautor, na sequência de detenção concretizada, aquando da chegada a território nacional, em voo proveniente do Reino Unido, no passado mês de maio", adianta a PJ.

Este suspeito, de 26 anos, foi detido em maio no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no âmbito da execução de um Mandado de Detenção Europeu, após ter aterrado num voo proveniente do Reino Unido, para onde terá, alegadamente, fugido após o crime. No dia da detenção, o SEF explicou que o suspeito é um cidadão português investigado por crimes de roubo, sequestro e provável homicídio, alvo de um mandado de captura e detenção para efeitos de extradição emitido por Portugal.

Fonte oficial da PJ disse à Lusa, em maio passado, ter encontrado um corpo em elevado estado de decomposição, numa zona de descampado, em Sesimbra, admitindo como possível tratar-se, na altura, do 'rapper' Mota Jr., que terá sido raptado do prédio onde morava, no concelho de Sintra. Fonte da Judiciária de Setúbal acrescentou nessa ocasião que o corpo foi detetado na sequência de um alerta feito por transeuntes. A PJ de Setúbal explicou ainda nesse dia que as peças de vestuário encontradas, assim como outros elementos, indiciavam que se podia tratar do músico, tendo a convicção de que o corpo foi depositado naquela zona propositadamente, por ser uma área pouco movimentada.

O reportório musical do 'rapper' inclui o 'single' "Vira Casacas" e a colaboração com o 'rapper' Piruka em "Ca Bu Flã Ma Nau".