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Lena d'Água

Rita Carmo

Confirmada na Festa do Avante, Lena d'Água afirma: “Oxalá aconteça. Nós precisamos é de tocar”. E fala-nos de “uma coincidência incrível”

Comentando a polémica em torno da edição deste ano da Festa do Avante, Lena d'Água, que integra o cartaz do evento, mostra-se entusiasmada com a atuação e recorda a sua passagem pelo evento em 1981, “no memorável dia em que fui dispensada da Salada de Frutas”

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Anunciado o cartaz da edição deste ano da Festa do Avante, foram várias as críticas daqueles que acreditam que, em tempos de pandemia de covid-19, o evento organizado pelo Partido Comunista Português não se deveria realizar.

Contactada pela BLITZ, Lena d'Água, uma das artistas presentes no cartaz, mostra-se entusiasmada com o vindouro concerto. “Nós precisamos é de tocar. Oxalá aconteça. Quem nos dera que se possa fazer”, afirma. A artista esclarece ainda o contexto da sua participação, revelando que, além de atuar em nome próprio, será convidada do concerto da Capicua: "Tocamos no mesmo dia, no sábado".

"Depois, há uma coincidência incrível: nesse dia, 5 de setembro, faz 39 anos que toquei no Avante com a [banda] Salada de Frutas. O memorável dia em que fui dispensada”, recorda, entre risos. “Demos um concerto incrível, à tardinha”. Aconteceu em 1981, no Alto da Ajuda, em Lisboa.

Este ano, “num espaço gigante como a Festa do Avante, é evidente que vamos todos”, diz ainda, referindo-se à banda numerosa que a acompanha. “É lindo o cartaz ser só artistas portugueses e da lusofonia. Gostava tanto que fosse cada vez mais assim”, afirma. “Tocar faz-nos bem a nós, porque é o nosso trabalho, e também às pessoas [que assistem]”.

À BLITZ, Tó Trips, dos Dead Combo, e Capicua disseram acreditar que a Festa do Avante só se realizará se houver condições para tal, em contexto de pandemia de covid-19.

Marcada para os 4, 5 e 6 de setembro na Quinta da Atalaia, Seixal, a Festa do Avante confirmou concertos de Xutos e Pontapés, Mão Morta, Capicua, Lena d'Água, Marta Ren, Camané e Mário Laginha, Dead Combo, Blasted Mechanism, Scúru Fitchádu, Dino D'Santiago, Stereossauro, Aldina Duarte e Peste e Sida, entre outros.

Recorde-se que, devido à pandemia de covid-19, foram proibidos em Portugal, até 30 de setembro, os festivais e espetáculos de natureza análoga. A proibição não se estende a iniciativas sociais, religiosas ou políticas.