Perfil

Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

Notícias

Festa do Avante!

Ana Baião/Expresso

Festa do Avante: Capicua e Tó Trips dos Dead Combo acreditam que só há festa se houver condições

Dois dos artistas confirmados no cartaz da Festa do Avante, Capicua e Tó Trips comentam a realização do evento em tempos de pandemia de covid-19. “Nós vivemos disto”

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Revelado o cartaz da edição deste ano da Festa do Avante, foram numerosas as críticas daqueles que acreditam que, em tempos de pandemia de covid-19, o evento organizado pelo Partido Comunista Português não se deveria realizar.

Marcada para os 4, 5 e 6 de setembro na Quinta da Atalaia, Seixal, a Festa do Avante confirmou concertos de Xutos e Pontapés, Mão Morta, Capicua, Lena d'Água, Marta Ren, Camané e Mário Laginha, Dead Combo, Blasted Mechanism, Scúru Fitchádu, Dino D'Santiago, Stereossauro, Aldina Duarte e Peste e Sida, entre outros. O cartaz é integralmente composto por artistas lusófonos.

À BLITZ, Tó Trips, dos Dead Combo, afirma que a sua banda recebeu o convite para tocar na Festa do Avante antes da pandemia, neste que será o último ano de concertos dos autores de "Lusitânia Playboys".

Depois da chegada da pandemia a Portugal, os Dead Combo não pensaram cancelar a sua participação no Avante. "Se conseguem fazer a Festa, tem de ser dentro das regras, com todas as condições", afirma o guitarrista. "Se os deixam fazer, se lhes dão autorização, é porque há um plano de segurança", acredita.

"Nós vivemos disto", acrescenta. "Ao Avante vamos com banda. Ao concerto de Ílhavo também vamos todos; ganhamos menos mas assim toda a gente ganha qualquer coisa. O meio da música saiu altamente prejudicado desta situação, não só os músicos como os técnicos, e o pessoal precisa de trabalhar".

Contactada, também, pela BLITZ, Capicua disse que a sua participação na Festa do Avante não deverá ser diferente de um concerto noutra circunstância. "A única coisa diferente deste concerto é que, ao que parece, vai acontecer. De resto não sei mais que toda a gente", esclarece.

Sobre as críticas à realização do evento, Capicua diz não ter "muito a comentar, porque acredito que [a festa] só acontecerá se houver condições na altura e se a organização e a Direção-Geral de Saúde considerarem viável".

Recorde-se que, devido à pandemia de covid-19, foram proibidos em Portugal, até 30 de setembro, os festivais e espetáculos de natureza análoga. A proibição não se estende a iniciativas sociais, religiosas ou políticas.