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Foi uma estrela de TV, perdeu a memória e agora vende azeite português

A inacreditável história do protagonista da série “Malcolm in the Middle”, que em Portugal conheceu o título de “A Vida É Injusta”. Frankie Muniz não se lembra de ter sido um ídolo na adolescência e a sua vida mudou completamente

O ator Frankie Muniz, protagonista da série "Malcolm in the Middle" ("A Vida é Injusta", em Portugal), abandonou praticamente a sua carreira após sofrer de graves problemas de memória.

A sua "reforma" nunca foi anunciada oficialmente, mas o sucesso da série - que terminou em 2006 - não acompanhou Muniz ao longo da sua vida.

Ainda tentou uma carreira no cinema, fazendo filmes como "Cody Banks - Agente de Palmo e Meio. Mas, depois, Muniz dedicar-se-ia a uma outra paixão: os automóveis.

Foi piloto da equipa da Jensen Motorsport e participou em várias competições, tendo sido obrigado a parar em 2009 após uma lesão no pulso, apenas uma entre as muitas mazelas que teve.

A uma curta participação no programa "Dança com as Estrelas" seguiu-se um breve percurso como baterista dos You Hang Up e dos Kingfoil, e hoje em dia é também agente de um grupo de música eletrónica.

Mas as perdas de memória acabaram por marcar a sua vida. Começaram aos 27 anos, quando conduzia uma mota e perdeu, momentaneamente, a visão num dos olhos.

Soube mais tarde ter sofrido um AIT, acidente isquémico transitório, que deixou sequelas. Hoje em dia, Muniz já nem se recorda do muito que passou em "A Vida é Injusta". Nem de ter sido nomeado para Melhor Ator numa Série de Comédia, nos Emmys de 2001.

Em 2018, mudança total: Muniz comprou uma pequena loja de azeite em Scottsdale, no estado do Arizona, e é a ela que se dedica juntamente com a esposa. Produtos de todo o mundo, incluindo Portugal, já por lá passaram.

“O meu dia começa às seis da manhã para ir comprar os produtos de que precisamos. Depois é só encher garrafas e assegurar-me de que as prateleiras estão cheias. Não nos limitamos a encomendar e vender. Somos nós que engarrafamos tudo. Colocamos as etiquetas. Selamos as garrafas. É um trabalho duro, mas é recompensador quando os clientes entram e elogiam o que fazemos", explicou, ao jornal Arizona Republic.