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101 canções que marcaram Portugal #29: 'A Mula da Cooperativa', por Max

Max sentia Lisboa como sua, mas comovia-se de cada vez que se pronunciava o nome da sua terra natal, a Madeira. Um ‘performer’ único que tinha tanto de Vasco Santana como de Buster Keaton e Alfredo Marceneiro. ‘A Mula da Cooperativa’ é a canção que melhor o define. Esta é a 29ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

101 canções que marcaram Portugal é uma rubrica que visa homenagear as cantigas, os compositores e os intérpretes que marcaram a história da música portuguesa em Portugal. Sem ordem cronológica rígida, são um retrato pessoal (com foco na petite histoire) do autor. Mais do que uma contextualização e de um inventário de factos conhecidos, é sobretudo uma associação de estórias e de muitos episódios não registados. São histórias com estórias para além da música. Às vezes o lado errado das canções. Sobretudo o lado errado das canções.

'A Mula da Cooperativa', Max
(1956)

A também portuguesa Carmen Miranda pisara aquele palco – num tempo em que o exotismo cabia no prime time das noites da CBS. O Ed Sullivan Show manifestava-se como a fronteira entre o ocaso e o sucesso. Por ali tinham passado os Stones, os Doors, as Supremes ou Elvis Presley. Nessa sua passagem pelos E.U.A., Max chamara a atenção pela sua versatilidade e estranheza de modos. Teria ficado muitos mais anos não fosse o coração traí-lo de saudades da sua Lisboa, do seu Portugal.

A América ter-lhe-ia oferecido conforto, quem sabe a glória. Quem sabe até a possibilidade de regressar ao giz, à agulha, ao dedal e à tesoura de corte – colocando a arte de alfaiate que aprendera em garoto em favor do amparo. Mas Max, depois de encantar o gélido Ed Sullivan, depois de ter integrado o show de Groucho Marx, depois de, por mais de dois anos, ter posto a sua voz e modos a suspirar ou a fazer rir plateias, estava esgotado. Regressou a Portugal, à sua Lisboa – que era bem mais próxima da sua Madeira Natal do que Nova Iorque.

No ano em que Max regressou da sua aventura pela América, em 1959, o público não se esquecera dele. Não se esquecera dele porque não houve tempo, nunca haveria, para o seu lugar ser reposto. Max era único. Foi porventura o artista mais genial do seu tempo, com muitos talentos que cabiam numa só atuação, numa só canção; trocava muitas vezes de si num mesmo número.

Apesar do seu génio, sentia-se sempre intruso para com o público e nunca logrou perceber o que o público dele gostava. Tinha uma figura de quem estava sempre agradecido por o ouvirem. Tinha nos modos a deferência e a humildade genuína. Tinha tanto de Vasco Santana como de Buster Keaton e de Alfredo Marceneiro.

A sua génese estava no fado, mas sobretudo no fado-canção, sub-género com que Alain Oulman se encarregaria anos mais tarde de re-vestir Amália. O fado cantara-o enquanto jovem, nunca deixaria de o cantar (o fado cantado na Madeira era cantado sem sotaque, ou com sotaque lisboeta, como se fosse esse o elo maior que os ligava à capital), mas a sua tarimba seria a dos hotéis e das boîtes.

Aprendera a ser crooner em línguas que não eram a sua e das quais não sabia uma palavra para além das letras decoradas. Cantava em inglês, em espanhol e em português do Brasil – e tinha o talento de encarnar várias personagens, como se Frank Sinatra, Carmen Miranda ou Dick Farney estivessem no mesmo music-hall na mesma atuação.

Era já pouco para Max, e sobretudo já muito, para o ‘Conjunto Tony Amaral’, no qual tocava bateria e se co-ocupava das vozes. Era imperioso que Max seguisse uma carreira solo, depois de 10 anos neste conjunto de nome vigoroso. Max nascera para ser um one-man-show. Poderia supor-se que a acompanhá-lo bastaria uma simples caixa de ritmos, mas Max ia melhor com uma orquestra armada – até porque era inapto para pautas e instrumentos propícios à composição.

Ainda com o ‘Conjunto Tony Amaral’ viera para Lisboa e aí se fidelizaria. Perpassou o domínio insular e tornou-se numa estrela nacional – nos palcos, na rádio e na revista. Muitas das suas canções, escritas a só ou com poetas de renome (como Vasco de Lima Couto), teriam sucesso por décadas e eram obrigatórias em todas as suas atuações

‘A Mula da Cooperativa’ é a canção que mais bem define Max e a sua versatilidade. Incorpora várias personagens e contém elementos de humor e de teatro vocal. Ao vivo, Max junta adereços para, além de compor a personagem, torná-la ainda mais risível. O humor seria, como se percebe, um dos seus mais distintivos elementos. A letra desta canção foi escrita por Max e a harmonia trauteada para ser transposta para uma pauta: Max tinha uma orquestra na memória e sabia como o comunicar aos músicos, sem uma nota fora do lugar.

Em palco, sabia afagar as composições com todos os recursos de que dispunha: trejeitos de voz, gestos e expressões – mas sobretudo com as mãos. As mãos que muitos artistas tomam como um peso e que Max via como compères das suas personagens. Era um artista que, apesar de sentir Lisboa como sua, se comovia quando se falava da sua terra natal, a Madeira, a terra que vira partir o seu pai aos 7 anos e que moldaria para sempre a sua sensibilidade. Max, tal como deduzimos ao vê-lo em palco, era um homem sensível, humilde e bom. Um homem igual na vida como era em palco. As personagens que vestia trazia-as na génese.

Inimitável, era o que era Max. Talvez por isso tivesse sido pouco reinventado – porque se exige da reinvenção que se faça melhor. E Max já tinha exprimido com talento superior as suas composições, os seus quadros. Falar-se de Max hoje é falar-se de, mais que um ator, mais que um fadista, mais que um cómico, de uma expressão única. E essa expressão única contribuiu decisivamente para moldar a arte performativa em Portugal.

A mula da cooperativa
A mula da cooperativa
Deu dois coices no telhado
Ai és tão linda
Deu dois coices no telh-a-a-do

Ouvir também: ‘Noites da Madeira’ (1949). Gravada ainda com o Conjunto Tony Amaral, seria regravada anos mais tarde a solo.

  • 101 canções que marcaram Portugal #24: 'Rolar no Chão', pelos Afonsinhos do Condado

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    Os Afonsinhos do Condado deram a Portugal o Caribe. Era uma banda delirante, mas não se limitava a fazer humor. Tinha um naipe de grandes músicos e bagagem vasta de muita música e de muitos géneros, que culminou em canções refinadas que marcaram o final da década de 80. Esta é a 24ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #25: 'Bairro do Amor', nos 70 anos de Jorge Palma

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    Jorge Palma é mais do que música: é poesia. Zarpou muitas vezes de Portugal e aí bebeu matéria para as suas composições depuradas. É o compositor marginal que gostaríamos de ser, de ter sido, de representar – como um arquétipo de liberdade. Estendeu durante décadas o chapéu com uma frase muito sua: “qualquer coisa pá música”. No dia dos seus 70 anos, somos nós quem tira o chapéu e lho estende. Esta é a 25ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #26: 'Adeus Tristeza', por Fernando Tordo

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    ‘Adeus Tristeza’ foi uma canção escrita a uma mão - e tanto que Fernando Tordo se acostumara à mão treinada do seu parceiro Ary dos Santos. É uma canção na ressaca da parceria mais fecunda da música portuguesa, uma canção-sinopse da sua vida, uma legenda da sua biografia. Esta é a 26ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #27: 'Music', pelos The Gift

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    Os The Gift assinalam 25 anos de carreira. O seu percurso foi feito de glórias e de enviesamentos. A sua margem nunca foi a das convenções. Uma banda com muitos improváveis com tudo para dar certo. Esta é a 27ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #28: 'Socorro', por Pedro Abrunhosa

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    Quando Portugal foi apresentado a Pedro Abrunhosa, este era um todo com muitas partes. Foi preciso o jazz, o 'outfit', Carlos Maria Trindade e um naipe de grandes canções para o músico do Porto avassalar Portugal nos anos 90. Esta é a 28ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #19: 'Marcha dos Desalinhados', pelos Delfins

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    A história dos Delfins cruza-se com António Variações, Eduardo Nascimento e Miguel Esteves Cardoso. Tiveram engenho para criar canções servissem tanto quem quisesse revoltar-se como quem quisesse uma música de fundo para abraços apaixonados. Foram a banda do pós-PGA, de uma geração que não tinha por que revoltar-se, a maior banda portuguesa dos anos 90. Esta é a 19ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #20: 'Cavalos de Corrida', pelos UHF

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    No final dos anos 70, como reação a canções de intervenção e delicodoces, passou a construir-se uma nova música em Portugal. Nascidos na margem a sul da capital, os UHF foram alento para uma nova geração de músicos e de público, regulando até hoje o rock que se faz por cá. Esta é a 20ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #21: 'Porta Secreta', por Artur Garcia

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    Em 1967, o Festival da Canção foi ganho por Eduardo Nascimento. Nesse ano, Artur Garcia, uma das grandes vedetas em Portugal, levou a canção que o iria imortalizar, tendo porventura escolhido o ano errado para levar a concurso a sua ‘Porta Secreta’. Foi um ídolo do seu tempo. Esta é a 21ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #22: 'Sonho Azul', por Né Ladeiras

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    'Sonho Azul' é a canção mainstream de Né Ladeiras, a que iria lançar a cantora hoje conotada com uma ambiência mais tradicional. É uma canção elegante e intemporal dos anos 80, mas foi para Né Ladeiras um apeadeiro na música que queria dar ao país nas décadas que se seguiriam. Esta é a 22ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #23: 'Amanhã', pelo Duo Ouro Negro

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    Foram embaixadores do Portugal tropical. Foram embaixadores de Angola em Portugal e no mundo. O que fez de Raul e Milo maiores, para além da elegância da sua música, foram aquelas vozes mornas, os braços abertos, a alegria e os passos roubados à caduque e ao semba. Esta é a 23ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #14: 'Estou Além', por António Variações

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    António Variações viveu 39 anos e varreu Portugal em dois. Portugal ainda não se recompôs de António Variações. Variações não era de tempo algum e o nosso tempo ainda não chegou a Variações. Uma história da música em Portugal que cruza Amares, o Frágil, o Zé da Guiné, a Guida Gorda e Andy Warhol. Esta é a 14ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #15: 'Verdes Anos', por Carlos Paredes

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    Carlos Paredes era um compositor complexo e um homem complexo. O bem que fez resume a essência de onde está a nossa génese. Poderia servir de compêndio para a diferença entre o virtuosismo e a emoção. A sua história cruza música popular e erudita. Malangatana. E Big Macs. Esta é a 15ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #16: 'A Minha Casinha', por Milú

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    Milú foi figura primeira de filmes nos anos 40 e 50. Arriscou carreira no Brasil, regressou e esteve quase vinte anos sem filmar. José Fonseca e Costa recuperou-a já veterana, desconstruindo a imagem cândida que preservava de filmes estereotipados. ‘A Minha Casinha’, tal como ela, faz parte de um tempo ingénuo e puro, faz parte de Portugal, mas pouca parte faz já de nós. Esta é a 16ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #17: 'Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades', por José Mário Branco

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    Aquilo por que José Mário Branco lutou foi a sua matriz de vida: a liberdade. Tomou-a a pulso e guardou décadas a tentar incutir em Portugal que a liberdade não é um dado adquirido e que há muitas formas de repressão. A história de José Mário Branco atravessa Humberto Delgado, Paris, Zeca Afonso e Luís de Camões. É feita de inquietação e serve de rumo para um Portugal atual. Esta é a 17ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #18: 'Sôdade', por Cesária Évora

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    Cesária Évora é a embaixadora de Cabo Verde no mundo, 'Sôdade' a sua canção mais emblemática. A que define a essência dos cabo-verdianos: a angústia de ficar querendo partir e a angústia de partir querendo ficar. Esta é a 18ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #10: 'Menina dos Olhos d'Água'

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    Pedro Barroso foi um homem de contradições: doce e indignado, um homem com o ‘sim’ por génese e o ‘não’ por convicção. Um esculpidor de cantigas impassível a modas, um criador sem tempo – sempre no tempo certo. Esta é a décima de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #11: 'Vendaval', por Tony de Matos

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    Tony de Matos foi ‘o’ grande cantor romântico de Portugal, um Sinatra à portuguesa. Tinha uma melena negra, fatos de bom corte e uma voz agigantada. Fez suspirar mulheres pelo seu jeito marialva e homens pelo seu carisma. ‘Vendaval’ é a história de uma grande canção. Esta é a 11ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #13: 'Canção de Madrugar', pelo Conjunto Académico João Paulo

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    Portugal não compareceu na Eurovisão em 1970, mas Sérgio Borges, o vencedor, inscreveria com autoridade outra das canções desse festival. O seu Conjunto Académico faria de ‘Canção de Madrugar’ um sucesso. É uma canção que, cantada de mil formas, soará sempre nova. Esta é a 13ª de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para a história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #5: 'A Canção do Beijinho', por Herman José

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    O Portugal de 1980 estava ainda a despedir-se da euforia da revolução. Estava a ser bonita a festa, pá. Estava de bem consigo, indiferente à troika que aí viria. Queria pão e vinho sobre a mesa. Festas e afetos. E Herman José, que nunca aprendera a ser povo, fê-lo sempre em maior do que todos. Esta é a quinta de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #7: 'Recordar É Viver', por Victor Espadinha

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    ‘Recordar É Viver’ é uma canção portuguesa, mas poderia ser francesa ou italiana. Victor Espadinha, homem inquieto e de muitos talentos, soube aí que tinha mais um: cantar. O homem dos palcos, da rádio, da televisão, da greve de fome, da carreira adiada em Londres, teve assim a legenda de uma carreira que não se bastou aí. Esta é a sétima de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #8: 'Kanimambo', por João Maria Tudella

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    João Maria Tudella foi espião, cantor, tropicalista empedernido. Era um aristocrata nos modos e na substância. 'Kanimambo', o seu 'one hit wonder', é hoje uma canção datada, que conserva a memória dos que viveram no Portugal ultramarino. Ainda que essa memória não esteja ainda esquecida, quem ouve hoje os primeiros batuques da canção não deixa de sorrir, de rever o seu humor. Uma história que cruza Lourenço Marques, o Repórter X e Jorge Jardim. Esta é a oitava de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #9: 'Amor', pelos Heróis do Mar

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    Foi uma das saídas fora de estrada que os Heróis do Mar fizeram para regressarem depois à sua matriz. À provocação do início seguiu-se uma canção doce, dançável, inflexão ao rock seco que se fazia então em Portugal. Ainda hoje, aquele ‘dráá-tá-tá-tá’ tem um efeito dopamínico. Esta é a nona de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #1: 'Desfolhada Portuguesa', por Simone de Oliveira

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    Se Portugal pudesse escolher uma só cantiga do Festival da Canção, escolheria com certeza a ‘Desfolhada’. Simone de Oliveira deporia em 1969 a sua condição de menina. Tomaria balanço para mais cinco décadas de emoção – sentida e feita sentir. Sempre a conjugar com o verso de Ary, com um fogo posto. Esta é a primeira de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas, os compositores e os intérpretes que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #2: 'Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim', por Dina

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    Dina. Dinamite. A meia dose, como lhe chamava Kris Köpke. Bebeu música de África e do rock, e com elas compôs baladas. Pouco tempo antes da reclusão, teve direito a celebração com músicos insuspeitos. Como insuspeito foi construído o seu percurso na canção em Portugal. Esta é a segunda de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas, os compositores e os intérpretes que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #3: 'Lisboa Menina e Moça', por Carlos do Carmo

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    Esta canção, escrita a quatro mãos, tornou-se no hino de Lisboa. De uma Lisboa que ainda existe, que existirá sempre. Os bairros, o fado, a sua luz. Lisboa vive hoje de outros pregões, mas nem por isso deixa de ser uma cidade menina e moça, a mulher da vida de muitos. Esta é a terceira de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa

  • 101 canções que marcaram Portugal #4: 'Demagogia', por Lena d'Água

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    'Demagogia' é uma canção da pré-ressaca do rock português. Uma canção politizada, de inquietação contra os políticos, uma canção de ressaca da saída de Lena d'Água da Salada de Frutas. Esta é a quarta de 101 canções que marcaram Portugal, uma rubrica que homenageia as cantigas que ficaram para história da música portuguesa