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Rita Redshoes: "Desde muito nova que sofri de depressão. Mas há solução"

A cantora-compositora junta a sua voz à de várias figuras públicas que se têm manifestado sobre a necessidade de acautelar uma boa saúde mental

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Depois de Márcia ou Beatriz Gosta, Rita Redshoes escreveu no Instagram um post no qual revela ter sofrido de depressão "desde muito nova", alertando porém para a questão biológica da doença.

"Desde muito nova que sofri de depressão. Fiz várias terapias e alguns anos de psicanálise, que me ajudaram no meu processo de autoconhecimento e me aliviaram alguns sintomas (e até uma licenciatura em Psicologia Clínica tenho). Mas de tempos a tempos, voltava a sentir-me profundamente só, com medo da vida, a deixar que a culpa me invadisse e com uma profunda zanga comigo própria por não conseguir arrumar-me", começa a cantora-compositora por confessar.

"Partilho convosco um lado que por vezes é menos falado e que pode ser vital para quem sofre, para mim foi; nós somos pensamento, emoção e corpo. O lado biológico é muitas vezes posto de parte em doenças do foro psicológico (até pela comunidade médica não especializada) mas é tão importante quanto os [aspetos] ambientais, sociais e pessoais", alerta então Rita Redshoes.

"Descobri aos 37 anos, no período pós-parto, que o meu organismo simplesmente não produz em quantidade suficiente uma molécula chamada serotonina que interfere [diretamente] no humor. Com análises ao sangue é possível descobrir estes e outros valores importantes no tratamento da depressão. Os meus níveis estavam muito abaixo do aceitável para que eu me pudesse sentir bem. Com medicação adequada, melhorei muito e sinto-me estável e feliz, quando é caso para isso", afirma.

"E sejamos honestos, nem sempre é caso para isso mas é essencial que não nos sintamos toldados de movimentos e emoções que fazem parte de nós e da vida. A depressão é uma doença com tratamento; este pode ser feito apenas através de uma terapia com psicoló[email protected] ou com acompanhamento psicológico e fármacos. O equilíbrio biológico e emocional é a chave para não ficarmos num buraco. Se tiverem alguma questão em que eu possa ajudar, partilha de experiências ou contactos de médicos e terapeutas, por favor não hesitem em escrever-me! Há solução, há mesmo!", sublinha no final da mensagem.