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“Preferem ter céu azul e passarinhos a cantar ou concertos? Eu ficaria encantada da vida se nunca mais houvesse concertos de estádio”

Palavras de uma veterana do rock quando lhe perguntam como será o futuro da música ao vivo

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Em declarações à Rolling Stone, Chrissie Hynde, dos Pretenders, confessou não acreditar na ideia de concertos com distanciamento físico e teceu algumas considerações sobre o impacto da pandemia de covid-19 no negócio dos espetáculos ao vivo.

A revista norte-americana ouviu vários músicos veteranos sobre a forma como estão a lidar com o afastamento dos palcos. Chrissie Hynde foi assertiva: "Não consigo imaginar concertos com distanciamento social e as pessoas a dois metros umas das outras. Onde é que vão fazer esses concertos? Em hangares de aviões?".

"Mais vale esperar. Na verdade, o 'normal' não era assim tão bom como isso. Tínhamo-nos habituado a um normal que era muito destrutivo e desagradável, muito barulhento, muito sujo e muito perigoso. E se tivermos de sacrificar as coisas que amamos... Preferiam ter céu azul e passarinhos a cantar? Ou preferem ir a concertos? Estou certa que voltaremos a ter concertos. [Mas] ficaria encantada da vida se nunca mais houvesse concertos de estádios".

"Quando vamos ver uma banda rock, é porque queremos ver a banda. Não queremos ficar a olhar para o ecrã gigante. Lá porque toda a gente o aceita, não quer dizer que seja assim tão bom. E as coisas deviam ser tão boas quanto possível", acredita Chrissie Hynde.