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Agência Zero

Roberta Medina quer “fazer algo este ano” no Parque da Bela Vista. “Seria mais fácil se não houvesse aumento de casos de covid-19 em Lisboa”

A música pode voltar ainda este ano ao recinto do Rock in Rio-Lisboa. Roberta Medina acredita que seria mais rápido se não houvesse aumento de casos de covid-19 na área de Lisboa

Roberta Medina, vice-presidente executiva do Rock in Rio, revelou em entrevista à BLITZ que quer levar a música de volta ao Parque da Bela Vista, em Lisboa, recinto onde decorre habitualmente o festival, ainda este ano. "Temos um projeto para a Bela Vista e estamos a tentar perceber qual será a melhor hora para voltarmos a trabalhar", começou por dizer, "temos de perceber qual é a disponibilidade das marcas e do público de querer marcar presença em algo onde esteja reunido um maior volume de pessoas - não multidões, isso está fora de questão".

"Estamos em conversações com a Câmara Municipal para entender se é possível, e em que momento é possível, criar uma programação bacana num espaço privilegiado como a Bela Vista", acrescenta Medina, "é um espaço ao ar livre, grande, com muitos portões, muitos acessos, mesmo no que diz respeito ao metro há mais de um acesso. É um espaço com características muito positivas para poder ser ativado, mas talvez essa conversa fosse mais rápida se Lisboa não registasse um aumento de casos. Agora, é um dia de cada vez. Estamos prontos, temos a ideia pronta e a coisa está encaminhada para se for possível. Vamos ver”.

Quanto à disponibilidade do público de estar presente num evento com maior concentração de pessoas, assume-se cética. "As pessoas, enquanto consumidoras, sabem ser muito cruéis, também. Acho que estão disponíveis, mas na hora em que acontecer alguma coisa e saia a primeira notícia de que contribuiu para piorar a situação da pandemia, serão essas mesmas pessoas, que estão ávidas para ir, a criticar e a apontar o dedo".

Medina acredita que é por isso que "nenhum promotor se quer sujeitar" a ser o primeiro a avançar: "é muito grave para a carreira de quem quer que seja ou para qualquer empresa. Não é justo escolher um para bode expiatório e matar o mensageiro. Não pode ser. Então, independente dessa vontade das pessoas, que não pode ser controlada, do que depender de nós só com muita consciência e alinhamento que cogitamos fazer o que quer que seja”.

Enquanto não há outro tipo de novidades, o Rock in Rio-Lisboa vai marcar o período em que a edição de 2020, adiada para o próximo ano, deveria acontecer com um programa especial, transmitido na televisão, rádio e online no dia 27 de junho. "Quando começámos a construir a ideia do programa, pensámos em ter conteúdos pré-gravados, mas as pessoas já estão a ficar cansadas disso. Então, como conseguiríamos estar ‘ao vivo’ sem ser fisicamente? Assim nasceu a ideia de um programa em direto durante o qual vamos interagir com as pessoas, ter convidados e atuações. É o que podemos fazer neste momento".