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Uma parceria com o jornal EXPRESSO

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Em 2000 era maior que os Coldplay. Mas o álcool, a doença e uma separação levaram-no ao fundo

Editou 8 álbuns de rajada e desapareceu. A história que não conhecíamos de Badly Drawn Boy, o mais promissor músico britânico do início do século XXI

Badly Drawn Boy é o pseudónimo artístico de Damon Gough, um músico britânico que, no início do milénio, chegou a ser mais popular que os Coldplay.

O seu álbum de estreia, "The Hour of the Bewilderbeast", chegou mesmo a vencer o cobiçado Mercury Prize, batendo a concorrência forte de "Parachutes", da banda de Chris Martin, e de "Alone With Everybody", de Richard Ashcroft.

Pouco depois, lançou "About a Boy", banda-sonora para o filme com o mesmo nome, mas a partir daí a sua vida transformou-se: nenhum dos oito álbuns subsequentes que lançou obtiveram o mesmo nível de sucesso.

No início deste ano, Gough começou a ter uma maior presença nas redes sociais, dando concertos virtuais para os fãs e mostrando-se "grato" por muitos terem continuado a apoiá-lo - mesmo quando o álcool e uma separação o tentaram derrubar.

"A minha ausência da música teve início nessa separação", afirmou, em entrevista ao website Under the Radar.

"Estive com a Clare, a mãe dos meus dois filhos mais velhos, durante 15 anos. Depois da separação, passei três anos em festas, a embebedar-me, a tentar fazer um disco. Até que alguém me disse que precisava de uma pausa".

Durante esse período sabático, foi-lhe diagnosticada a Doença de Crohn e a diabetes. E, mais tarde, foi sujeito a duas operações às ancas. Uma série de investimentos fraudulentos levaram-no, também à falência.

Entretanto, o músico arranjou forças para editar um disco novo, "Banana Skin Shoes", editado este ano - o seu primeiro álbum desde 2012. Os problemas com o álcool ficaram, também, para trás.

"Bebia para aliviar o meu aborrecimento, para o tornar mais interessante. Para aliviar a dor de ter que andar em digressão, estar no estúdio a ouvir e a misturar música. Não percebi o quão fora de controlo estava".

"Comecei a não gostar de beber. A sentir que não estava a ser muito produtivo e a pensar que não sabia se iria estar vivo dali a cinco anos, se continuasse com aquele comportamento", confessou.