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SHAUN CURRY/Getty Images

Morreu aos 103 anos Vera Lynn, a voz de “We’ll Meet Again”, hino de esperança na II Guerra Mundial

A sua canção “elevou o espírito” da Grã-Bretanha durante a II Guerra Mundial, elogiou Boris Johnson. Vera Lynn dá nome a uma canção do álbum “The Wall”, dos Pink Floyd

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Vera Lynn, cuja canção 'We'll Meet Again' foi um símbolo de esperança durante a II Guerra Mundial, morreu aos 103 anos, rodeada pela sua família.

A sua morte foi lamentada pelo Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que lembrou como "o charme e a voz mágica" da britânica "elevaram o espírito do nosso país nalguns dos nossos momentos mais negros. A sua voz vai continuar a aquecer os corações das gerações vindouras".

Nascida nos subúrbios de Londres, em 1917, Vera Lynn começou a atuar aos 7 anos e a cantar com orquestras aos 18, lançando o seu primeiro disco a solo em 1936.

Durante a II Guerra Mundial, atuou para aqueles que se abrigavam dos ataques aéreos nas estações do metro londrino, ganhando dos soldados a alcunha de "a querida das forças [armadas]". Vera Lynn atuou para as tropas britânicas em países como Egipto e Índia.

Em 1939, deu voz a 'We'll Meet Again', de Ross Parker e Hughie Charles, que se tornou um hino da campanha britânica na II Guerra Mundial e nunca foi esquecida pela cultura popular.

Vera Lynn atuou em público pela última vez em 2005, no 60º aniversário da vitória dos Aliados na II Guerra Mundial.

Galardoada com honrarias pela Rainha de Inglaterra, destacou-se também pelo trabalho de caridade, nas áreas do cancro da mama, da paralisia cerebral e do apoio aos militares.

No álbum "The Wall", dos Pink Floyd, Roger Waters referencia Vera Lynn, numa canção sobre nunca ter voltado a reencontrar o seu pai, que morreu em combate.

Recentemente, os portugueses Clã partilharam uma versão de 'We'll Meet Again'.