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A resposta de Carolina Deslandes ao deputado André Ventura

“Atenção que a extrema-direita está a vir de fininho, mas ela está aqui. Saiam de casa quando for tempo de votar”, afirma Deslandes num vídeo de quase quatro minutos publicado nas redes sociais, reagindo a afirmações do deputado do Chega

Carolina Deslandes partilhou no seu Instagram uma mensagem em vídeo. Na sequência da polémica entre Agir, seu amigo e colaborador, e o deputado André Ventura, a cantora-compositora falou aos seus seguidores sobre a importância de não comprometer a democracia e a liberdade conquistada a pulso por quem "lutou e deu a vida".

"Temo pelo futuro do mundo e do nosso país", começa Carolina Deslandes por confessar. "Eu não acredito em qualquer tipo de política extremista nem em qualquer política que apareça com uma solução que assenta em exterminar as minorias, em mandar embora os imigrantes ou a comunidade cigana"

"Nós não temos de olhar uns para os outros procurando culpados, temos de ser exigentes com quem nos governa. Não temos de ver uns nos outros o inimigo; temos de começar a pensar como uma comunidade, que tem de se erguer e pedir uma forma de governar que não marginalize qualquer tipo de raça, minoria ou crença, e isso passa muito pela educação. Toda a gente tem direito à educação", sublinha, defendendo uma educação "inclusiva".

"Temos de ser exigentes com o Governo, com a educação, a saúde, a ação social, de forma a que toda a gente possa ter uma existência digna, os mesmos acessos e as mesmas oportunidades".

"Não deixem que alguém vos convença que tem a solução milagrosa para o colapso económico e social que está a acontecer no mundo e em Portugal. É uma forma xenófoba, racista e violenta, que parece aliciante quando se está no desespero. Essas pessoas estão a alimentar-se do vosso desespero e vão usá-lo para se tornarem populares. Não pensem que elas estão do vosso lado", alerta Carolina Deslandes.

"Agora, essas pessoas dizem que o problema são aqueles, mas quando estiverem no poder o problema somos todos. Todos os que tivermos uma opinião, todos os que nos opusermos; a nossa liberdade e a nossa vida serão postas em causa. Não tomem a liberdade como garantida só porque muitos de nós não vivemos a ditadura. Muita gente teve de lutar e dar a vida para que pudéssemos estar aqui hoje livres, de cabeça erguida, a viver em democracia".