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Lana Del Rey defende-se de acusações de racismo. “Eu adoro aquelas cantoras. Só gostava de ter a mesma liberdade de expressão que elas”

Depois de comparar as suas letras com as de Ariana Grande, Camila Cabello ou Beyoncé, Lana Del Rey recebeu comentários de que estaria a discriminar "mulheres de cor"

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Depois de publicar um post no Instagram sobre as críticas que recebeu pelas suas letras, comparando-as às das cantoras Ariana Grande, Camila Cabello ou Beyoncé, Lana Del Rey foi acusada por alguns seguidores de estar a discriminar "mulheres de cor".

"Agora que a Doja Cat, a Ariana, a Camila, a Cardi B, a Kehlani, a Nicki Minaj e a Beyoncé conseguiram chegar a número 1 do top com canções sobre serem sexy, estarem nuas, traírem [os companheiros], etc - posso voltar a cantar sobre sentir-me linda por estar apaixonada, mesmo que a relação não seja perfeita, sem me acusarem de romantizar a violência?", escreveu Lana Del Rey inicialmente.

Nas respostas ao seu post, alguns comentadores acusaram-na de discriminar "mulheres de cor" ("woc", ou seja, "women of colour"), ao que Lana Del Rey reagiu dizendo: "Eu adoro as cantoras [que referi] e conheço-as. Por isso é que as referi. Porque também gostava de ter o mesmo tipo de liberdade de expressão que elas, sem julgamento ou histeria. Era só. É triste fazerem disto um caso de [racismo] quando eu até estou a falar das minhas cantoras favoritas", garante. "É este o problema da sociedade hoje em dia, era exatamente isto que queria provar com o meu post: há certas mulheres que a cultura não quer que tenham voz. Pode não ter a ver com raça. Não quero saber, mas nunca me chamem racista, porque isso é uma treta".

"Não tenho a mesma oportunidade [que outras cantoras] de dizer o que quero sem ser arrasada. Se quiserem fazer disso uma questão de raça, é a vossa opinião, mas não era isso que eu estava a dizer", acrescentou noutro comentário, esclarecendo ainda: "Quando falei de pessoas 'com o meu aspeto', quis dizer que são pessoas que não parecem fortes ou espertas, ou seguras".

O novo álbum de Lana Del Rey, sucessor do aclamado "Norman Fucking Rockwell", sai a 5 de setembro.