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Pedro Abrunhosa: “Por muito respeito que eu tenha pelo Jerónimo de Sousa, está na altura de o PCP atualizar a sua liderança”

“O PCP é um partido fundamental para a democracia portuguesa e tem de, uma vez por todas, modernizar-se”, considera o músico do Porto, sugerindo que o partido considere a sucessão do seu secretário-geral. Para ouvir no podcast Posto Emissor

Falando com generosidade sobre numerosos temas, Pedro Abrunhosa comentou no podcast Posto Emissor as novas formas pensadas, pelo meio musical e pelas autoridades, para continuar a realizar espetáculos ao vivo.

A questão da possibilidade de realização da Festa do Avante, em setembro, foi um dos assuntos abordados. "É irrelevante se o Avante é uma festa política ou um festival", afirma. "O vírus não vai evitar saltar de camarada em camarada", acrescenta. Um pouco adiante na conversa com Mário Rui Vieira e Lia Pereira, Abrunhosa sugere que o Partido Comunista considere a sucessão do seu secretário-geral. "Tenho pena porque o PCP é um partido fundamental para a democracia portuguesa e tem de, uma vez por todas, modernizar-se. Por muito respeito que eu tenha pelo Jerónimo de Sousa, eu penso que está na altura de o PCP atualizar a sua liderança".

Em causa, a opacidade que vê nas tomadas de posição do partido sobre vários assuntos. "No outro dia, o PCP disse que não tinha os dados relativos à venda de bilhetes e de quanta gente esteve no ano passado na Festa do Avante. É uma desculpa que o PCP sempre usou para tudo. Lembro-me de debates que se davam dentro do PCP nos anos 80 acerca da invasão da Hungria em 56 ou da Checoslováquia em 68 pela União Soviética. O PCP também dizia que não tinha dados para se poder pronunciar. É a mesma resposta que se está a dar agora”.

Para ouvir aqui, a partir dos 50 minutos: