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Uma parceria com o jornal EXPRESSO

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Andy Gill

Ebet Roberts/Getty Images

É possível que Andy Gill dos Gang of Four tenha morrido devido ao novo coronavírus

O músico desenvolveu uma infeção respiratória após regressar de uma digressão na Ásia

A viúva de Andy Gill, dos Gang of Four, que morreu a 1 de fevereiro deste ano, defende que o marido poderá ter sucumbido à Covid-19 depois de possivelmente ter contraído a doença numa digressão da banda pela Ásia, em novembro passado.

O músico britânico, que tinha 64 anos, foi admitido no hospital em janeiro depois de desenvolver uma "doença respiratória", sendo que a causa de morte oficial foi uma pneumonia que levou à falência de órgãos.

"O Andy achava que era pouco provável que tivesse estado em contacto com o coronavírus", escreve a escritora Catherine Mayer, no seu site oficial, explicando que a banda não chegou a passar por Wuhan, o centro do surto na China, apenas por Xangai, Pequim e Guangzhou.

Contudo, a viúva do guitarrista fundador dos Gang of Four revela que Gill desenvolveu vários sintomas da doença, incluindo letargia, falta de apetite e baixos níveis de oxigénio. O tour manager do grupo também sofreu com problemas respiratórios, algo que os médicos acreditam ter sido causado pelo novo coronavírus.

Um dos médicos que tratou Gill revelou as suas desconfianças a Mayer, isto apesar dos testes feitos posteriormente não terem encontrado o vírus no corpo do músico. "Não era uma resposta definitiva, porque quando o Andy chegou ao hospital já estava doente há algumas semanas", diz a viúva, "o vírus já podia ter deixado o seu corpo mas provocado complicações a nível do sistema imunitário".

"Talvez nunca descubramos se a Covid-19 matou o Andy, mas saberei sempre, de forma bastante detalhada, como ele morreu", acrescenta ainda, "saberei sempre, de forma íntima, como a Covid-19 mata, o sofrimento que causa e o silêncio insuportável que se segue".