Perfil

Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

Notícias

Adam Clayton dos U2 chega-se à frente para falar sobre depressão e saúde mental

O artista, que já se debateu com problemas depressivos no passado, deu uma ‘aula’ durante a quarentena

Adam Clayton, baixista dos U2, deu uma entrevista ao programa de televisão "The Late Late Show" a partir de sua casa, onde se encontra a cumprir a quarentena.

O músico aproveitou a oportunidade para falar de questões como a saúde mental, tendo em conta a pandemia e o isolamento social, que podem provocar ansiedade e depressão em muitas pessoas.

"Acho que é muito stressante. Estar fechado em casa, em espaços pequenos, talvez com crianças, tendo que trabalhar se ainda tiverem emprego... O facto de não existir um espaço pessoal onde se possa fazer uma conexão por conta própria causa ansiedade", afirmou, pedindo às pessoas para que "procurem ajuda".

"É muito difícil lidar com estas coisas e, numa situação de isolamento, quando se está sozinho com a nossa própria mente e os pensamentos que vão surgindo, é bastante stressante", continuou.

Clayton, que no passado sofreu de depressão e dependência do álcool, falou ainda de como lidou com os seus próprios problemas: "com honestidade", disse. "Precisava de fazer parte de uma comunidade. Precisava de me relacionar com outros seres humanos para falar sobre o que estava a acontecer comigo".

"Toda a gente à minha volta me dizia que eu devia sentir-me nos píncaros, que [a vida de estrela rock] era o melhor que me podia ter acontecido. Mas existia um vazio, e é isso que o vício traz. Tive sorte: pude fazer uma pausa e pude ir a uma clínica de reabilitação. Isso devolveu-me a vida", rematou.