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Rui Bandeira/Facebook MEO Marés Vivas

MEO Marés Vivas passa para 2021. Cartaz começa a ser revelado já na próxima semana

O festival de Vila Nova de Gaia MEO Marés Vivas foi reagendado para 2021 e a organização promete começar a revelar o cartaz na próxima semana

A 14.ª edição do MEO Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia, foi adiado para 2021, realizando-se entre os dias 16 e 18 de julho, anunciou a organização esta quinta-feira. "Após conversas e reuniões com o governo fomos entendendo que este era um assunto sem volta para 2020".

A organização assume que é com "grande tristeza", mas com um "enorme sentido de responsabilidade" que a "Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, MEO e PEV Entertainment" vêm tornar pública a "decisão difícil" de não realizar este ano o festival de música de verão, no Norte do país.

"É uma decisão que nos abala enquanto organização daquele que é um dos maiores festivais do nosso país e de crucial importância para toda a região Norte. Perante a pandemia covid-19, temos como dever e obrigação ser conscientes e responsáveis, contribuindo para a salvaguarda da saúde pública, seguindo sempre as orientações da Organização Mundial da Saúde e da Direção-Geral da Saúde".

A organização indica ainda que os bilhetes para a edição de 2021 vão "manter os mesmos valores" e que "darão informações sobre a troca de bilhetes nos próximos dias". O cartaz vai ser anunciado a "partir da próxima semana", acrescenta o comunicado.

A realização de festivais de música está proibida em Portugal até 30 de setembro, decidiu o governo esta quinta-feira, em reunião de Conselho de Ministros.

"Foi aprovado a proposta de lei, a submeter à apreciação da Assembleia da República, que estabelece medidas excecionais e temporárias de resposta à pandemia da doença COVID-19 no âmbito cultural e artístico, em especial quanto aos festivais de música", lê-se no comunicado.

"Neste contexto, impõe-se a proibição de realização de festivais de música, até 30 de setembro de 2020, e a adoção de um regime de caráter excecional dirigido aos festivais que não se possam realizar no lugar, dia ou hora agendados", por causa da pandemia.

O mesmo comunicado acrescenta que, para os espetáculos entre 28 de fevereiro e 30 de setembro de 2020 que não se realizem devido à pandemia da covid-19, está prevista "a emissão de um vale de igual valor ao preço do bilhete de ingresso pago, garantindo-se os direitos dos consumidores".