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Concertos sem público ou com a audiência dentro dos carros. O futuro da música ao vivo está a ser preparado pela Live Nation

Na era covid-19, a maior promotora de espetáculos do mundo antecipa cenários possíveis para o regresso dos concertos

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

A Live Nation, a maior promotora de espetáculos do mundo, encontra-se a estudar cenários alternativos para fazer face à impossibilidade de organizar concertos como os conhecíamos até agora.

À Rolling Stone, Michael Rapino, CEO da Live Nation, referiu algumas possibilidades para contornar as limitações impostas pela pandemia de covid-19: concertos sem público, transmitidos online, espetáculos com lotação limitada e atuações vistas a partir de automóveis.

O responsável afirmou ainda que as primeiras experiências poderão acontecer em países que estejam a ter bons resultados no controlo da pandemia e que já se encontrem em fase de desconfinamento.

"Vamos estar em vários países, quer seja a Finlândia, ou Hong Kong - vamos fazer testes durante o verão", anuncia Michael Rapino.

"É importante continuarmos a fazer concertos drive-in, com os quais tivemos algum sucesso; concertos sem fãs, que possam ser vistos online; festivais com lotação limitada, ao ar livre ou num teatro ou mesmo num estádio, onde há muito espaço para todos ficarem seguros. Temos muitos planos pensados para cada mercado e cada fase de desconfinamento".

Nos primeiros quatro meses do ano, a Live Nation sofreu uma quebra de receitas de 21%. As ações da Live Nation, que é detentora da Ticketmaster, perderam quase 48% do seu valor em bolsa.