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Praia da Rocha, em Portimão, o espaço do Rolling Loud Portugal

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Rolling Loud Portugal. Maior parte dos bilhetes vendidos foi para o estrangeiro. No cancelamento, festival seguirá legislação portuguesa

O festival de hip-hop fundado nos Estados Unidos iria trazer a Portugal mais de 40 mil espectadores estrangeiros, garante a organização, falando também sobre outro evento por si produzido, o Afro Nation, que na mesma altura levaria ao Algarve cerca de 25 mil pessoas, “sobretudo britânicas”. Ambos ficam sem efeito, devido à proibição decretada pelo Governo

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

O festival Rolling Loud, que se iria realizar pela primeira vez em Portugal no próximo mês de julho, iria trazer a Portimão 46 mil espectadores do estrangeiro, afirmou à BLITZ Tiago Castelo Branco, da promotora MOT. Agora, em virtude da decisão do Governo de proibir festivais de música até 30 de setembro, devido à pandemia de covid-19, o evento fica sem efeito.

O responsável pela produção da edição nacional do festival nascido nos Estados Unidos, diz à BLITZ que o mesmo deverá realizar-se no verão de 2021, estando a organização a tentar "construir o puzzle" para que, em 2021, o cartaz seja o mesmo. A$AP Rocky, Wiz Khalifa e Future eram os nome cimeiros este ano.

Surgido em Miami, na Flórida, o Rolling Loud é considerado o maior festival de hip-hop do mundo e esta seria a sua primeira edição na Europa. Reagendar a edição nacional é especialmente complexo, diz Tiago Castelo Branco, pois de 55 mil bilhetes vendidos, apenas 9 mil correspondem a espectadores portugueses. A maior parte dos festivaleiros viria dos Estados Unidos, Austrália, Alemanha ou Reino Unido.

Quanto ao reembolso dos bilhetes comprados, a promotora diz que "cumprirá a legislação portuguesa". Segundo comunicado do Conselho de Ministros hoje emitido, para o caso de espetáculos cuja data de realização tenha lugar entre o período de 28 de fevereiro de 2020 e 30 de setembro de 2020, e que não sejam realizados por facto imputável ao surto da pandemia da doença Covid-19, prevê-se a emissão de um vale de igual valor ao preço do bilhete de ingresso pago, garantindo-se os direitos dos consumidores.

Tiago Castelo Branco falou ainda do Afro Nation, que se realizaria também em julho, igualmente em Portimão. Nesse caso, de 30 mil bilhetes vendidos, 25 mil foram comprados por estrangeiros, sobretudo britânicos, a quem o festival se dirige.

O adiamento destes festivais será, afirma, "uma hecatombe" para o turismo algarvio, refere Tiago Castelo Branco, falando em "70 mil viagens e reservas canceladas" e remetendo para a próxima segunda-feira uma posição oficial sobre estes eventos.