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Com máscara, distanciamento físico e 20% dos lugares ocupados. Poderão ser assim os concertos na era da covid-19

No estado norte-americano do Arkansas, um espetáculo organizado pela gigante Live Nation prepara-se para ser a 'cobaia' de um novo modelo de espetáculo

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Está marcado aquele que deverá ser o primeiro concerto da era covid-19.

Nos Estados Unidos, mais precisamente no estado do Arkansas, o músico Travis McCready, antigo vocalista da banda country-rock Bishop Gunn, tem atuação marcada para dia 15 de maio. Porém, o espetáculo obedecerá a regras que poderão tornar-se a norma nestes tempos de distanciamento físico.

Apenas 20% dos lugares poderão estar ocupados, por espectadores que se sentarão a uma distância de pelo menos dois metros do grupo mais próximo. Os bilhetes só poderão ser comprados em grupos de 2 ou 12, para evitar que pessoas que não tenham convivido anteriormente se juntem. Com capacidade para 1100 pessoas, esta sala terá apenas 229 bilhetes à venda.

Todos os espectadores terão de usar máscaras, à venda na sala, e as casas de banho terão limite de dez pessoas em simultâneo, bem como dispensadores de sabonete e de toalhetes que não requerem que se lhes toque.

As bebidas e snacks à venda no bar serão previamente embaladas ou terão tampa. À entrada, será medida a temperatura aos espectadores, que serão conduzidos aos seus lugares de forma a não se aproximarem de outras pessoas.

Durante o espetáculo, os funcionários terão de limpar com regularidade a sala e as casas de banho. Antes do dia do concerto, o recinto será desinfetado por uma empresa independente.

O levantamento das restrições aos concertos em salas fechadas foi anunciado esta semana pelo Governador do Arkansas, Asa Hutchinson, e determina que as salas podem reabrir desde que com menos de 50 pessoas na plateia e distância física entre músicos e espectadores.

Segundo esta determinação, as salas terão de disponibilizar desinfetante para as mãos, à entrada e à saída, e vender bilhetes em filas desencontradas, controlando também a distância entre pessoas nas filas que se possam formar.

Porém, segundo o Governador do estado, as restrições deviam ser levantadas apenas a 18 de maio, ou seja, três dias depois deste concerto, algo que os responsáveis da sala ainda não comentaram.

Este espetáculo é organizado pela gigante Live Nation, uma das maiores promotoras de espetáculos do mundo, a atravessar uma quebra de quase 50% do seu valor em bolsa desde o começo da pandemia.

A "experiência" é vista como um pequeno passo para a retoma dos concertos ao vivo em 2020.