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Alanis Morissette: “Quase todas as mulheres na música já foram agredidas, assediadas e violadas”

Artista canadiana revela que foi maltratada “desde os 3 anos” e que a indústria musical a levou à depressão

Alanis Morissette deu uma entrevista à revista do jornal inglês Sunday Times, na qual afirma que a indústria musical precisa do seu próprio movimento #MeToo.

Embora não acuse ninguém em específico, a cantautora revela que "quase todas as mulheres na música já foram agredidas, assediadas e violadas".

"Mais na música que no cinema. É algo que foi banalizado", diz. "Sexo, drogas e rock n' roll é, por definição, algo grosseiro, suado, agressivo. Mas é só uma questão de tempo até que haja uma explosão de histórias".

Alanis falou da sua própria experiência na indústria, afirmando ter sido maltratada "desde os 3 anos".

Entre os abusos a que foi sujeita, a autora de "Jagged Little Pill" menciona algumas pressões para perder peso, que culminaram num distúrbio alimentar e numa depressão.

"Opiniões não solicitadas são uma forma de violência contra as mulheres", continua.

Alanis diz ter recuperado após inscrever-se em grupos de apoio, recorrendo também à música para expurgar os seus demónios. Mas, salienta, o seu objetivo não é o de que todas as mulheres na música revelem as suas histórias de abuso o mais depressa possível.

"Arriscam-se a perder o seu emprego, a sua reputação, a não acreditarem nelas. Na melhor das hipóteses, varrem-se as histórias para debaixo do tapete. Na pior, és despedida", lamenta.

"O meu objetivo é acabar com a banalização. E com as estruturas que a permitem".