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Festival Sziget, na Hungria

László Mudra - Rockstar Photographers

Mais dois países europeus proíbem festivais de verão

As posições dos governos europeus tendem para a convergência: os grandes festivais de música estão fora de questão no próximo verão

Os governos da Suíça e da Hungria anunciaram que irão proibir a realização de grandes eventos, como festivais de verão.

Na Suíça, o governo garante que irá reavaliar esta proibição "antes das férias de verão", e promete uma decisão até ao dia 27 de maio no que a eventos com menos de mil pessoas diz respeito. Setembro é, para já, o mês da 'reabertura'.

Já haviam sido anunciados os cancelamentos dos festivais Paléo Nyon e Montreux Jazz, aos quais se juntam o OpenAir St Gallen, o SummerDays, o Seaside, o Openair Frauenfeld e o Zürich Openair.

Na Hungria, as medidas do governo passam por proibir todos os eventos que reúnam mais de 500 pessoas até ao dia 15 de agosto.

A edição de 2020 do Sziget, festival que se prolonga por sete dias e que reúne 90 mil pessoas em Budapeste, fica assim sem efeito, bem como o Balaton Sound.

A Suíça e a Hungria juntam-se assim à Holanda, República da Irlanda, Alemanha, Bélgica e Dinamarca, que também proibiram a realização de festivais até perto do fim do verão.

Em Portugal, ainda não há decisões. Na conferência de imprensa desta quinta-feira, durante a qual apresentou as medidas de desconfinamento tomadas em Conselho de Ministros para as próximas semanas, o primeiro-ministro António Costa foi questionado sobre os festivais de verão e respondeu que uma decisão será anunciada, provavelmente, na próxima semana.

Mais tarde, em entrevista à RTP, o primeiro-ministro afirmou que com "enorme probabilidade" não haverá festivais de verão, embora lance sugestões como a realização destes em estádios de futebol.