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“Crises migratórias, Trumps e Bolsonaros. O futuro vai ser luminoso ou uma distopia estranha?” Manuela Azevedo dos Clã no Posto Emissor

Desde há muito que os Clã sentiam no ar uma certa “inquietação”, causada pelos acontecimentos políticos e ecológicos a nível global. Esse “estado de espírito” reflete-se em coincidências que causam “arrepios”, confessa Manuela Azevedo. Para ouvir no podcast Posto Emissor

Em 'Armário', a canção com letra de Capicua, Manuela Azevedo canta "já não saio à rua/ com medo da desgraça". Em 'Sinais', que tem palavras de Samuel Úria, fala-se do "começo do fim". Estariam os Clã a adivinhar a crise pandémica que atravessamos, com as canções do seu novo disco, "Véspera"?

Convidada do Posto Emissor, podcast semanal da BLITZ, Manuela Azevedo confessa que os músicos ficaram "arrepiados com tantas coincidências", mas que as mesmas não passam disso: "Ainda não estou nessa fase esotérica que me faça pensar que estou ligada a uma fonte de energia".

Segundo Manuela Azevedo, o estado de espírito do disco está relacionado "com o que tem acontecido no mundo em termos políticos, de ecossistema, as crises migratórias, os Trumps e Bolsonaros da vida, tudo somado ao crescer da extrema-direita numa Europa que sofreu às mãos de regimes fascistas".

Ao olhar para o futuro, acrescenta Manuela Azevedo, "não percebemos se vai ser um futuro luminoso ou se vamos entrar numa distopia estranha".

Ouça Manuela Azevedo falar sobre esse estado de espírito, não depressivo mas "de inquietação" e apelo à ação, a partir do minuto 10m55s.