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Stephanie Cabral/Facebook Death Angel

“Quando acordei do coma, perguntei à enfermeira se ainda estava no inferno”. O impressionante relato de um músico que sobreviveu à covid-19

Will Carroll, dos Death Angel, esteve 12 dias em coma, lutando contra a morte. “Quando voltei da digressão, a minha mulher disse que eu estava horrível. Três dias depois, contou-me que eu mal respirava durante o sono. E essa é a última coisa de que me lembro”. Agora, são e salvo em casa, recorda tudo o que se seguiu

O baterista dos Death Angel, Will Carroll, esteve à conversa com a revista Decibel, falando da sua luta contra a Covid-19.

O músico foi infetado após uma digressão europeia com os Testament e os Exodus, e ficou 12 dias em coma antes de recuperar da doença.

"Quando voltei da digressão, a minha mulher disse que eu estava horrível. Três dias depois, contou-me que eu mal respirava durante o sono. E essa é a última coisa de que me lembro", disse.

"Acordei passados 12 dias com tubos enfiados no corpo e máquinas à volta. Nem sequer sabia que estava em São Francisco".

Questionado sobre se teve alguma experiência fora-do-corpo durante o coma, Carroll respondeu afirmativamente, contando um sonho que teve. "Fui até ao inferno e Satanás era uma mulher. Puniu-me por preguiça", afirmou.

"Vomitei sangue até ter um enfarte, o que é estranho, porque tive um durante o coma. Lembro-me de subir do inferno e chegar ao céu, que também era horrível".

"Era tipo uma orgia romana, e os anjos eram mais assustadores que os demónios. Voltei à terra e estava com alguns amigos numa discoteca, sem saber o porquê. Quando acordei do coma, perguntei à enfermeira se ainda estava no inferno", rematou.

O músico contou ainda que o seu caso foi visto como sendo de sucesso, já que foi o primeiro paciente daquele hospital com Covid-19 a sobreviver a um coma. "Ouvi dizer que iriam usar alguns dos métodos que testaram em mim para manter vivas outras pessoas", afirmou.