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“É um pouco medieval comer morcegos”. Paul McCartney pede proibição de mercados chineses

McCartney alerta para as práticas “medievais” nos mercados chineses, pedindo firmeza no combate ao novo coronavírus

Paul McCartney apelou à proibição dos chamados "mercados húmidos", locais onde são vendidos produtos alimentares como carne e peixe frescos, e até mesmo animais vivos.

O músico refere-se a uma teoria que se disseminou ao longo das últimas semanas, segundo a qual este tipo de mercados, onde a higiene é mais reduzida, estão na origem do novo coronavírus.

Em entrevista ao radialista Howard Stern, citada pelo jornal britânico The Guardian, o ex-Beatle mostrou-se esperançoso de que a pandemia leve o governo chinês a encerrar estes mercados. "Sejamos francos, é um pouco medieval comer morcegos", afirmou.

"Parece que a SARS, a gripe das aves, todas essas doenças que nos afetam" vieram destes mercados, continuou. "Se isto não os obrigar a mudar, nada o fará".

McCartney, que é vegetariano, comparou ainda os mercados húmidos a "bombas atómicas" e à escravatura.

"Percebo que as pessoas digam que fazem isto deste sempre", contou, "mas também se fazia escravatura desde sempre. A dada altura há que mudar as coisas".