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“Comer animais derrubou-nos enquanto espécie”. Brian May dos Queen defende veganismo contra a pandemia

À semelhança de Paul McCartney, Brian May afirma que há práticas “medievais” que deverão acabar, para bem da saúde. “Cada vez é mais certo que comer animais não é a coisa mais adequada para a nossa saúde”

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Brian May, histórico guitarrista dos Queen, acredita que a atual pandemia de covid-19 pode ser uma oportunidade para reavaliar o tratamento dos animais, defendendo o veganismo como opção válida.

Em entrevista ao NME, o britânico afirmou: "Se quisermos analisar a questão a fundo, penso que devíamos repensar se devíamos comer animais".

"Cada vez é mais certo que comer animais não é a coisa mais adequada para a nossa saúde", diz, referindo-se ao facto de a pandemia ter surgido, ao que tudo indica, num mercado da cidade chinesa de Wuhan, onde se vendem animais vivos.

"Em janeiro aceitei o Desafio Vegan e agora sou vegan há três meses. Foi uma experiência, porque há muito que defendo os direitos dos animais mas debatia-me com o facto de, ocasionalmente, ainda os comer".

"Tornar-me vegan foi apenas uma decisão, não tenho tentado convencer ninguém a fazer o mesmo, mas agora estamos a ver mais consequências de como o facto de comermos animais nos derrubou enquanto espécie. Penso que chegou a hora de reavaliarmos o nosso mundo de forma a não abusarmos de outras espécies".

Considerando que o veganismo representa o futuro, à semelhança de Paul McCartney, Brian May espera que o Governo da China reconsidere a sua postura. "Convenhamos, é um bocado medieval comer morcegos", ilustra. "A gripe das aves, a Sars, todas essas doenças que nos afetaram... e porquê? Devido a estas práticas medievais. Eles têm de mudar de atitude. O que aconteceu pode conduzir a uma mudança. Se isto não o fizer, não sei o que fará".