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Concertos e festivais podem não voltar antes do outono de 2021, alerta especialista em saúde ouvido pelo "New York Times"

“Estas serão as últimas coisas a regressar” depois da pandemia de covid-19, prevê o bioeticista Zeke Emanuel

Ouvido pelo jornal The New York Times, um especialista em bioética e professor de gestão de saúde afirmou acreditar que os concertos ao vivo e os festivais de música só regressarão no outono de 2021.

Zeke Emanuel manifestou a sua incredulidade perante o reagendamento de eventos musicais e artísticos para daqui a poucos meses, não compreendendo como é que os promotores dos mesmos podem considerá-lo "plausível" no atua contexto da pandemia do novo coronavírus.

"Julgo que estas serão as últimas coisas a regressar: grandes ajuntamentos de pessoas, como conferências, concertos, eventos desportivos", contou. "Realisticamente, deveremos apontar para o outono de 2021", afirma o especialista, reportando-se à situação de paralisação vivida nos Estados Unidos, não muito distante do cenário europeu.

Recorde-se que, na Europa, já vários festivais de renome cancelaram ou adiaram as suas edições de 2020. Em Inglaterra, são exemplo disso o festival de Glastonbury, o BTS Hyde Park e o Download. Fora das ilhas britânicas, o Lollapalooza Paris, em França, ou o dinamarquês Roskilde.

Em Portugal, o NOS Primavera Sound e o Rock in Rio-Lisboa também revelaram mudanças de planos: o primeiro remarcou a sua edição para setembro de 2020, enquanto o segundo fê-lo para junho de 2021. Apesar da pandemia e dos cancelamentos e adiamentos de eventos que têm paulatinamente, sido anunciados, ainda há vários festivais agendados no nosso país este ano.