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Roberta Medina

Agência Zero

Roberta Medina: “Sabe o que tenho vontade de fazer? Festa da música. Pôr na rua, em tudo quanto é canto. Lufada de esperança”

A responsável máxima do Rock in Rio já tem ideias sobre o que quer fazer quando a pandemia de Covid-19 abrandar. Partilhou-as com a BLITZ

Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, confessou à BLITZ o que tem vontade de fazer quando Portugal ultrapassar o pico da pandemia de Covid-19: "sabe o que me vem à cabeça e que tenho vontade de fazer? E o Roberto também está já a pensar nisso no Brasil... É festa da música. Pôr na rua, em tudo o quanto é canto. Até porque as pessoas vão precisar de uma lufada de alegria, de esperança".

A empresária diz que está a ser um "momento pesado", que "nos apanhou a todos de surpresa", mas que depois "a vida tem de seguir, com as cautelas que forem precisas, até que a vacina exista e etc. Que possamos estar juntos... Acima de tudo, estarmos juntos, essa característica tão especial que temos. É fundamental, e a cultura tem isso na sua base”.

Se o verão passar bem. Se conseguirmos voltar para a rua e para os eventos no verão, as coisas vão ser menos dolorosas", defende Medina, "quanto mais tarde essa retoma for, mais complicado vai ser. E também será mais complicado encaixar agendas". Elogiando a ideia de uma medida governamental que passe pela atribuição de um "cheque-cultura" a cada cidadão, afirma: "seria uma oportunidade para incentivar as pessoas a, quando for possível, voltarem a frequentar os espetáculos, os teatros e tudo o mais".

A responsável do Rock in Rio-Lisboa deixa também uma mensagem às câmaras municipais, "que são grandes investidoras da cultura: "assim que seja possível, preservem os seus investimentos na cultura. Sei que vamos estar todos numa situação económica mais delicada, mas era super importante que no segundo semestre, a partir do verão, se Deus quiser, quando as coisas estiverem mais tranquilas e a retoma vá em melhor ritmo, até pela confiança do próprio público, as câmaras fizessem grandes celebrações".

"Ponham a música, o teatro, a arte na rua. Ofereçam cultura gratuitamente, coisas que não precisem de grandes estruturas. De uma forma simples, alimentando essa cadeia produtiva que vai perder uma parte importante dos seus meses de faturamento”. Tal como Álvaro Covões tinha defendido, também em entrevista à BLITZ, Medina sublinha que para o setor da cultura, do espetáculo, o impacto da pandemia do novo coronavírus foi "imediato". "Há muita gente que vive da cultura que se vai ver muito aflita, porque vai ficar a zeros por um determinado período, que eu espero que seja o menor possível".

"Graças a Deus, no caso do Rock in Rio, temos fôlego para gerir", finaliza, "óbvio que há impacto, que havia fornecedores e artistas que contavam com o Rock in Rio este ano e isso não vai acontecer. Há os prejuízos de tudo o que já tínhamos feito, porque as montagens já tinham começado... O que eu realmente desejo é que o verão ainda seja um oportunidade, no mundo inteiro, na Europa inteira. É super importante que a gente consiga começar a retomar ainda no verão”.

Recorde-se que o Rock in Rio-Lisboa, que deveria realizar-se no mês de junho, foi adiado para 2021. ​​​​As novas datas são: 19, 20, 26 e 27 de junho de 2021. Os bilhetes já adquiridos serão válidos para as novas datas, ficando os dias em aberto até à confirmação do cartaz, avança a organização. "Iremos aguardar pelo levantamento do estado de emergência para partilhar outras informações dirigidas aos portadores de bilhetes, assim como novidades relativas a cartaz". Medina disse também à BLITZ que estão a trabalhar para manter o cartaz já anunciado para este ano.