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Portugal: Mais de 24 mil espetáculos cancelados, adiados ou suspensos pela covid-19

Números avançados pela Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos, que afirma que o setor da cultura está, em Portugal, numa “crise sem precedentes”

A APEFE (Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos) anunciou esta sexta-feira um levantamento feito em conjunto com as principais empresas de bilhética nacionais – Ticketline, Blueticket e BOL – do número de espetáculos cancelados, adiados ou suspensos em Portugal, com realização prevista entre 8 de março e 31 de maio.

Com estes números, os promotores de concertos pretendem mostrar o forte "impacto económico no sector dos espetáculos ao vivo, decorrente das medidas de contenção da crise epidémica Covid-19 e que levou à paralisação total da atividade de milhares de pessoas".

Há, segundo a APEFE, 7.866 espetáculos cancelados, 15.412 adiamentos e 1.537 espetáculos suspensos, envolvendo 364 promotoras.

Alerta a associação constituída em 2017 e que tem em Álvaro Covões, da Everything Is New, uma das faces mais visíveis, "que estes números só poderão aumentar exponencialmente nas próximas semanas, não só relativamente a eventos ainda agendados para o mês de maio e que escaparam à primeira avalanche de cancelamentos, como pela incerteza da possibilidade da realização de outros espetáculos nos meses seguintes". A APEFE afirma que esta situação está a conduzir "a uma crise sem precedentes no mercado da cultura em Portugal".

"Todas as empresas e profissionais ligados à cultura; salas de espetáculos, artistas, técnicos, empresas de audiovisuais, promotores de espetáculos, agências e um sem número de fornecedores e profissionais, apresentam uma quebra de 100 por cento na sua faturação, no seu rendimento e estão proibidos de exercer a sua actividade, criando um problema gravíssimo de subsistência e sobrevivência a milhares de pessoas e empresas do sector cultural", remata o comunicado.