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Miguel Araújo n'O Sol da Caparica

João Cautela

“A nossa profissão foi descontinuada, a faturação dos músicos passou para zero”. Miguel Araújo no podcast Posto Emissor

Convidado do podcast da BLITZ, Miguel Araújo afirma que, numa altura de paralisação dos concertos, os festivais de música online deverão ter de passar a contemplar uma qualquer “lógica de fazer dinheiro”. Para ouvir aqui

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Convidado do Posto Emissor, podcast da BLITZ, da passada semana, Miguel Araújo falou sem paninhos quentes dos desafios que enfrentam os músicos portugueses, agora que todos os concertos estão adiados ou cancelados.

Sobre o festival Eu Fico em Casa, por exemplo, transmitido no Instagram dos artistas, afirmou:

"A partir dos cinco mil views, o Facebook paga. Podia ter-se aguentado esse pensamento mais dez minutos e ponderado a hipótese de fazer no Facebook em vez de no Instagram, que não paga. Ou podia-se ter pensado numa plataforma em que as pessoas poderiam ter contribuído com dinheiro, como os Radiohead fizeram com o disco 'In Rainbows'", diz.

"Não é preciso ter vergonha de assumir com toda a tranquilidade que a faturação dos músicos passou para zero. Eu sempre encarei o meu trabalho como escrever músicas, escrever letras, gravá-las. E os concertos eram a minha profissão, o meu day job. Mas, até ver, a nossa profissão foi descontinuada", aponta Miguel Araújo.

Pode ouvir aqui o Posto Emissor com Miguel Araújo. A resposta sobre a situação enfrentada pelos músicos começa pelos 22 minutos.