Perfil

Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

Notícias

Alex D'Alva Teixeira

Vera Marmelo

Alex D'Alva Teixeira: "Decidi ficar em casa para proteger as pessoas asmáticas ou diabéticas com quem estou diariamente"

Cantor e frontman da banda portuguesa D'Alva está em isolamento social e partilha aqui a sua experiência

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Como está a lidar com a situação causada pelo novo coronavírus? Está em casa?
Tenho estado em casa e evito sair. Decidi ficar voluntariamente de quarentena não só para me proteger a mim mas também a pensar que nas pessoas asmáticas ou diabéticas com quem estou diariamente, e também tenho familiares que são pacientes oncológicos. Senti que todo o cuidado é pouco, não só por mim mas pelos meus também.

Tem sido fácil estar em casa nestas circunstâncias? Sente alguma ansiedade?
Só posso responder face à minha experiência pessoal, e agora no quinto dia sinto que ainda não passaram dias suficientes para começar a ser realmente difícil. Felizmente as pessoas têm feito um uso criativo da internet, e ainda é possível mantermos conexões. Mas apesar de todas as vantagens que temos ao nosso dispor, sinto falta de contacto presencial com os meus amigos.

Como tem sido o teu quotidiano?
Tenho usado este tempo para fazer música, ou fazer experiências sonoras com os instrumentos que tenho ao meu dispor aqui em casa. Sinto que estou mais disponível para ouvir os novos lançamentos e continuar a acompanhar os podcasts de que gosto. Em parte sinto também que durante os próximos dias terei tempo para ler e ver filmes. Felizmente na internet há imensas recomendações. Estou a tentar cumprir alguns dos objetivos que tinha estabelecido, mas não me sinto tão culpado se demorar mais tempo a trabalhar um instrumental, ou se demorar mais tempo a escrever uma letra.

Com concertos adiados e cancelados, os concertos on-line poderão ser uma solução?
Tenho feito alguns diretos no meu instagram enquanto estou a gravar maquetes e tem sido uma experiência divertida, mas não vejo esta alternativa como uma solução sustentável, é apenas uma boa maneira de criarmos uma conexão com quem gosta da nossa música. Não me oponho de todo aos concertos em livestream, mas estou mesmo desejoso que torne a ser possível ter espetáculos ao vivo novamente, pois nada substitui a experiência de viver presencialmente a música tocada ao vivo.

Alguma mensagem para quem o está a ler?
Sintam-se à vontade para interagir comigo no Instagram. Lavem as mãos, mantenham-se hidratados e seguros. Neste momento zelar pela nossa saúde é também zelar pela saúde do próximo. Vencemos este vírus juntos.