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José Barreiro, do NOS Primavera Sound: “O coronavírus vai ter um impacto grande nos festivais portugueses com muito público estrangeiro”

O responsável máximo do festival NOS Primavera Sound, do Porto, revela que num ano atípico poderá haver soluções atípicas

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

José Barreiro, responsável da promotora Pic-Nic, que organiza o NOS Primavera Sound, afirmou à BLITZ que o novo coronavírus deverá ter um impacto grande nos festivais, "sobretudo nos festivais com muito público estrangeiro. E nesse aspeto os festivais são cada vez mais multinacionais".

"Não sei se o impacto vai ser de 20%, 30% ou 40%. Só no fim se fazem as contas", diz, lembrando o adiamento de Coachella e o cancelamento do South by Southwest, nos Estados Unidos.

"Na Europa, a maioria dos festivais acontece a partir de julho", aponta. Porém, o NOS Primavera Sound está marcado para 11, 12 e 13 de junho, o que está a levar a organização a trabalhar em "soluções que ainda não estão fechadas. Há variadíssimos cenários, que dependem de demasiada coisa", argumenta, lembrando a proveniência diversa dos artistas do cartaz, à laia de exemplo.

"Ninguém sabe como é que esta situação vai evoluir", sublinha, garantindo que mais importante do que a realização dos festivais é "zelar pela nossa saúde. Há muita especulação e não devemos ser nós a fomentá-la".

Ainda assim, José Barreiro diz que a relação com o Primavera Sound de Barcelona - "uma região que também está a sofrer muito com a doença e com a histeria coletiva, inevitável nestas alturas" - poderá "beneficiar" o NOS Primavera Sound.

"É um puzzle muito difícil de gerir, mas num ano atípico pode haver soluções que agradem a todos e que num ano normal não seriam exequíveis", afirma, prometendo para breve novidades a esse respeito.

Quanto a um eventual apoio suplementar por parte do estado ao setor, José Barreiro lembra que a indústria do espetáculo "fomenta o turismo e movimenta muitos milhões de euros", gerando muitos postos de trabalho e servindo de sustento a numerosas famílias, pelo que deverá ser equiparada "a qualquer outro setor".