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Eventual cancelamento de Glastonbury gera 100 milhões de libras de prejuízo

Ao contrário do norte-americano Coachella, o maior festival britânico não se retraiu em relação ao novo coronavírus e anunciou esta quinta-feira uma parte substancial do seu cartaz, que inclui Paul McCartney, Kendrick Lamar, Taylor Swift ou Thom Yorke. Um eventual cancelamento poderá ficar caro

Apesar da avalanche de cancelamentos provocados pelo coronavírus, o festival de Glastonbury, o maior do Reino Unido, anunciou esta quinta-feira uma parte substancial do cartaz da edição do 50º aniversário, a ter lugar de 24 a 28 de junho.

Aos dois cabeças de cartaz anteriormente revelados, Taylor Swift e Paul McCartney, junta-se agora o rapper Kendrick Lamar, que também subirá ao mítico Pyramid Stage. Nomes como Dua Lipa, Thom Yorke, FKA Twigs, Haim, Diana Ross, Sinéad O'Connor, Primal Scream ou Big Thief também passarão pelo festival.

A reação do governo do Reino Unido ao Covid-19 poderá ditar, contudo, a suspensão dos grandes eventos, à semelhança do que tem acontecido no maior mercado do mundo, os Estados Unidos, que já assistiu ao cancelamento do South By Southwest e ao adiamento de Coachella.

Glastonbury atrai 200 mil espectadores todos os anos e a pressão para que cancele a edição deste ano tem sido notada. Caso venha a suceder um cancelamento, as perdas para a empresa que o organiza, liderada pela família Eavis (Michael e a sua filha, Emily) serão grandes.

Ao jornal inglês Metro, Mark Halstead, especialista em risco e 'business intelligence' na Red Flag Alert, afirma que a receita perdida estará na ordem dos 112 milhões de euros, valor gerado pela venda de bilhetes, comida e bebida. O grande desafio, afirma, é conter as perdas. "As perdas associadas a um cancelamento por causa do coronavírus teriam impacto nos retalhistas de todo o país, através da não venda de equipamento essencial para festivais, como tendas e material para piqueniques".

Em declarações ao mesmo jornal, Toby Heelis, CEO da promotora Eventopedia, explica que "o custo total de um cancelamento vai depender do seguro que foi contratado, bem como os termos de contrato com os artistas, fornecedores e compradores de bilhetes".

As 'ondas de choque' na indústria do entretenimento ao vivo são já visíveis: há toda uma indústria em pausa.