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Adolfo Luxúria Canibal fotografado em Braga no final de 2019

Rui Duarte Silva/Expresso

Adolfo Luxúria Canibal: “O meu filho faz trap, que é uma coisa que eu nem sabia que existia”

“É um martírio. Ele obriga-me a ouvir cada coisa no carro”, desabafa o 'frontman' dos Mão Morta, reconhecendo contudo que “o lado afetivo se sobrepõe ao analítico”. Para ler aqui

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

No final do ano passado, a poucas semanas de completar 60 anos, Adolfo Luxúria Canibal, dos Mão Morta, recebeu o Expresso na sua cidade de Braga, para uma longa entrevista de vida.

Agora, a BLITZ publica várias respostas que não “couberam” nessa entrevista mais centrada no percurso pessoal.

Questionado sobre a 'herança musical' dos filhos, Adolfo Luxúria Canibal revela que o mais novo é rapper. "Desde cedo que começou a aprender piano. Se bem que tenha deixado o piano, agora [tem 21 anos] e é rapper: escreve muito bem, tanto quanto me é dado a entender, porque escreve em francês. Está a fazer concertos em França, agora", começa por dizer.

“[O nome de rapper] é Druide. Lançou o primeiro EP, em 2019, e está todo contente, a fazer a sua carreira, a dar os primeiros passos, sem interferência minha. Está noutro mundo, no qual não sou ninguém, por isso não tenho qualquer hipótese de influir, mas ainda bem que assim é. Porque assim faz o seu percurso. Não sou consumidor desse género, não tenho grandes referências... para mim é muito interessante o que ele faz, mas eu sou pai! O lado afetivo sobrepõe-se ao lado analítico, até porque neste género o lado analítico é nulo. Ele faz trap, que é uma coisa que eu nem sabia que existia. A primeira vez que lhe dei um iPod meti-lhe [lá dentro] uma enciclopédia de pop-rock. E ele ouviu muita coisa, conheceu muita coisa. Mas começou a ouvir rap e agora quer é que eu ouça a música dele. É um martírio, porque há coisas que são mesmo terríveis! Eu não gosto nada do tecno de dança e esses subgéneros, ele obriga-me a ouvir cada coisa. São sessões de martírio, sobretudo no carro. Ele diz: 'agora vou eu para a frente, sou eu que ponho música!'. Há coisas de rap interessantes que ele põe… E diz: 'já sei qual é o género que tu gostas'. E são grandes lavagens”

Leia aqui o 'lado B' da entrevista de Adolfo Luxúria Canibal ao Expresso, publicado no passado fim de semana na BLITZ.