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Adolfo Luxúria Canibal em Braga, dezembro de 2019

Rui Duarte Silva

Adolfo Luxúria Canibal: “Não é fácil aguentar este nojo que as pessoas lançam sobre Greta Thunberg. É preciso ter uns tomates do caraças!”

“Greta Thunberg é incrivelmente forte”, afirma o vocalista e letrista dos Mão Morta, que também trabalha como consultor jurídico no Instituto de Conservação da Natureza

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Em entrevista ao Expresso, Adolfo Luxúria Canibal manifestou a sua satisfação por, recentemente, a temática do ambiente ter entrado no discurso político português.

“Não sou grande interessado por política, no sentido tradicional, partidário. Há um dado novo que entrou no discurso político, que é o do ambiente. E eu acho muito interessante que tenha entrado, porque é importantíssimo e não fazia parte das nossas preocupações institucionais, políticas. É verdade que existe um Ministério do Ambiente, que existem áreas protegidas e que a conservação da Natureza está espelhada em termos de superestrutura. O ruído e a poluição são as grandes questões quando se fala de ambiente, mas na prática não havia nenhuma preocupação ambiental. Os partidos não tinham isso, de forma séria nos seus programas, no seu discurso”, considera o vocalista dos Mão Morta, que trabalha como consultor jurídico no Instituto de Conservação da Natureza.

Sobre Greta Thunberg e as reações de hostilidade que a ativista sueca desperta em alguns quadrantes, comenta Adolfo Luxúria Canibal:

“Eu acho-a incrivelmente forte. Não é fácil aguentar esta guerrilha, esta pressão, este nojo que as pessoas lançam sobre ela. E ela deve continuar a dizer: 'quem sois vós?'. É preciso ter uns tomates do caraças! Eu não tinha, nem nada que se pareça”.

Leia em breve, aqui na BLITZ, a “segunda parte” da entrevista de Adolfo Luxúria Canibal.