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Uma parceria com o jornal EXPRESSO

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Justin Bieber na sala Indigo da O2 Arena, em Londres

Ouvimos o novo álbum de Justin Bieber com o próprio, em Londres. E ele contou-nos mais do que estávamos à espera

A BLITZ esteve presente na apresentação de “Changes”, novo álbum de Justin Bieber. E é aí que o artista canadiano, apenas 25 anos mas a experiência de quem nunca fez outra coisa, diz isto: Podemos encarar as mudanças pelas quais passamos com elegância, amor, paciência, bondade ou podemos escolher ficar zangados, amargos e rancorosos. Espero que a minha viagem vos inspire a acreditar que podem olhar em frente”

A fila era gigantesca, a excitação mais que muita e o burburinho invadia o exterior da sala Indigo, na O2 Arena, em Londres. Não era para menos. Justin Bieber estava prestes a subir ao palco para uma curta atuação de apresentação de “Changes”, o novíssimo álbum, que foi editado esta sexta-feira e a BLITZ ouvira momentos antes da atuação num evento fechado à imprensa europeia e representantes da editora. Antes de um curto showcase acústico, que juntou os recentes singles ‘Yummy’ e ‘Intentions’ à canção que dá nome ao disco e aos clássicos ‘Love Yourself’ e ‘All That Matters’, o artista canadiano respondeu às perguntas dos fãs mais afoitos.

“Tive a oportunidade de fazer a música que adoro fazer e de falar de muitas das mudanças por que passei nos últimos anos neste disco”, começou por revelar antes de abrir o microfone para as perguntas, “tem sido super divertido. Voltei às minhas raízes e criei um álbum que é bastante influenciado pelo R&B”. Descrevendo “Changes” como “realmente incrível”, o cantor explicou que os últimos anos “têm sido duros”: “tem sido interessante, mas penso que esta música reflete realmente estes anos, algumas das dificuldades, dos desafios e dessas mudanças”. Respondendo já à pergunta de uma fã, sobre qual tinha sido a maior mudança, explicou: “casei-me com uma mulher linda, por dentro e por fora, de quem estou a sentir muita falta neste momento”.

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Durante os cinco anos que separam “Changes” e o seu antecessor, “Purpose”, o cantor passou por momentos conturbados com Selena Gomez, sua ex-namorada, e casou-se há dois anos com a modelo Hailey Baldwin, filha do ator Stephen Baldwin. “Digo-vos: estar casado é fantástico… Mas não se iludam, não é fácil. Se o casamento fosse fácil, toda a gente se casava rapidamente”, continuou, “se quiserem ter filhos, se quiserem casar-se, saibam que não é fácil. Dá trabalho e todos os dias temos de escolher ser pacientes com aquela pessoa, amá-la, ser amáveis com ela e isso dá trabalho. Encorajo-vos a todos a darem esse passo porque quando o fazem é poderoso e incrível. Acreditem em mim”.

Quando uma fã lhe perguntou sobre aquilo que fazia nos tempos livres, Bieber não se acanhou, revelando pormenores da sua vida íntima com a mulher antes de falar dos desportos que gosta de fazer, como o hóquei ou o futebol: “quando estou com a minha mulher, gostamos de… Bom, acho que vocês conseguem adivinhar o que fazemos o dia todo. Pode tornar-se muito louco… Basicamente, é tudo o que fazemos, para ser sincero. Gostamos de ver filmes, adoramos ‘Netflix and chill’ mas damos mais ênfase à parte do ‘chill’”.

“Passou-se muito tempo desde que gravei um álbum, portanto estou entusiasmado por estar de volta e por estar em palco, como neste momento” confessou Bieber antes de assumir que o disco é também muito influenciado pelas “batalhas” que enfrentou nos últimos anos, “debati-me com a doença de Lyme e com muita coisa que afetou a minha saúde mental e isso tudo infetou o álbum”. O artista confessa, de resto, que o processo do álbum foi bom para o ajudar a ultrapassar alguns desses problemas: “tem sido muito bom para mim manter-me numa rotina, manter um regime. Tem-me ajudado a manter o meu cérebro ocupado, saber o que vem aí. Muitos de nós passamos o dia sem saber o que se segue, vamos com a onda, apenas, e quando estruturamos as nossas vidas isso ajuda-nos muito”.

Entre outras curiosidades, o artista revelou que a sua canção preferida de “Changes” varia de dia para dia mas que naquele momento escolheria uma chamada ‘At Least for Now’, “um tema lento e o último do álbum”; que se pudesse conhecer alguém da história gostaria de conhecer o pugilista Muhammad Ali; que a canção ‘Changes’ é a que tem a mensagem mais importante no disco todo”; ou que ‘La Bomba’, um tema com letra em inglês e espanhol que mostrou na série documental que tem vindo a partilhar no YouTube, vai ser editado “em breve”, apesar de não estar presente no disco.

Hoje com 25 anos, Bieber falou ainda sobre as mudanças que diz ver nos seus fãs desde o início do seu percurso na música. “Obviamente, à medida que vou crescendo, os meus fãs crescem comigo. Espero que olhem para a minha viagem e que isso os encoraje e os inspire a continuar”, defendeu, “no final de contas, todos passamos pelas nossas mudanças únicas e individuais. Podemos encarar isso com elegância, amor, paciência, bondade ou podemos escolher ficar zangados, amargos e rancorosos, todas essas coisas. Espero que a minha viagem vos inspire a acreditar que podem olhar em frente”.

“Changes” conta com 16 novas canções, entre as quais se encontram colaborações com Post Malone e Clever (em ‘Forever’), Quavo dos Migos (‘Intentions’), Travis Scott (‘Second Emotion’), Kehlani (‘Get Me’) e Lil Dicky (‘Running Over’). A produção do álbum ficou a cargo de, entre outros, Poo Bear, que já trabalhou com Usher, Mariah Carey ou Lupe Fiasco e tinha também deixado a sua marca em “Purpose”, editado por Bieber em 2015. Ouça abaixo.