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Brian May, dos Queen, ataca operador de câmara na Austrália

O guitarrista, considerado um dos mais calmos músicos do rock, perdeu as estribeiras enquanto era filmado. Depois, justificou-se longamente no Instagram

Brian May perdeu a sua calma habitual, ao confrontar um operador de câmara, durante a digressão dos Queen pela Austrália.

Segundo o website Ultimate Classic Rock, o incidente teve lugar à chegada da banda britânica ao país, no aeroporto de Brisbane, enquanto May dava autógrafos aos fãs.

Após pedir ao operador para que parasse de o filmar, o músico seguiu para a cidade, onde voltou a parar para cumprimentar alguns fãs, sem deixar de ser filmado.

A dada altura, May pergunta ao operador se "quer que isto se torne feio", dizendo-lhe para baixar a câmara "antes que algo feio aconteça". "Estou a falar a sério", acrescentou.

Depois de uma breve discussão, o operador continuou a filmar, desta feita com o seu telemóvel. O que mereceu mais críticas do músico: "és um parasita, deixa-nos em paz", vociferou, pedindo mais tarde desculpa aos restantes fãs.

Entretanto, Brian May procurou justificar-se, no Instagram, através de uma série de publicações onde narra a sua versão dos acontecimentos. "Não estou bem, mas vou estar", começa por dizer.

"Há uma linha que separa a fúria e a depressão, e ando a atravessá-la desde que fui emboscado e assediado por uma equipa de reportagem, ao sair do avião, na Nova Zelândia", continuou.

Explicando que estava a dar autógrafos a um grupo de miúdos que tinham o direito de não serem filmados para divulgação pública, o músico disse ainda que pediu "encarecidamente" ao operador de câmara para que parasse de gravar - ao que este responde aproximando-se ainda mais de May.

"Ele acabou por apontar a câmara para cima, que estava obviamente ainda ligada, a gravar som. Depois saca do iPhone e começa a filmar-nos com isso. Foi a gota de água", acrescentou.

"Ainda lhe peguei no telemóvel, mas o meu segurança impediu-me. E percebi que tinha caído numa armadilha. Ele agora tinha o que queria. Podia transformar isto numa história em que eu era um agressor e ele um repórter, uma vítima inocente".

"Ainda me sinto magoado, mas poder finalmente escrever isto é uma espécie de terapia", contou. "Tinha de dar a conhecer o meu lado da história. Ser desrespeitado de forma tão pública demora tempo a passar. Mas acabou".