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Josh Klinghoffer conta com máximo detalhe como foi despedido dos Red Hot Chili Peppers. “Senti-o como uma morte”

Passo a passo, com todos os pormenores, o encontro entre o guitarrista e a sua antiga banda. “Estive lá 35 a 40 minutos”

Josh Klingoffer deu uma entrevista à Rolling Stone, na qual abordou detalhadamente a sua saída dos Red Hot Chili Peppers.

O guitarrista, recorde-se, partiu em dezembro passado para dar lugar a John Frusciante, precisamente o músico que havia substituído em 2009.

À Rolling Stone, o músico descreveu com detalhe a forma como a banda prescindiu dos seus préstimos. A despedida deu-se em casa de Flea, baixista da banda: "Recebi uma SMS do Flea na véspera [da saída]. Tínhamos feito uma pausa na banda, e pensava que íamos voltar ao regime de trabalho habitual", contou.

"Decidimos que iríamos fazer um disco, e foi isso que pensei que fôssemos discutir. Fui o último a chegar, e eles estavam sentados no quintal. O Flea estava com um semblante carregado quando cheguei, e disse-me logo: 'decidimos pedir ao John [Frusciante] para voltar à banda'".

"Fiquei parado um segundo e respondi, 'não estou surpreendido. Gostava de ter feito algo convosco que tornasse isto uma impossibilidade. Mas estou muito feliz por vocês'", continuou.

"Adoro aqueles tipos, de coração. Nunca pensei que merecesse estar ali mais que o John. Fiz um percurso incrível com eles, que me levou até este momento em que acabou. Assim que mo disseram, consegui congelar essa emoção, proteger aquilo que sinto por eles para que daqui a um ano, se financeiramente estiver em maus lençóis, não pense mal deles", acrescentou.

Klinghoffer revelou ainda que o encontro teve "entre 35 a 40 minutos", e que foi Flea o elemento que mais se exprimiu. No final, "todos nos abraçámos" e o Chad [Smith, baterista] mandou-me uma mensagem antes de eu chegar a casa. Ele estava desolado, porque éramos bons amigos".

O anúncio de que a banda iria voltar a contar com os préstimos de Frusciante foi partilhado nas redes sociais cerca de uma hora após a saída de Klinghoffer, sem o seu conhecimento. "Fiquei completamente surpreendido. Parece exatamente um obituário. De certa forma, evitou que eu tivesse de contar às pessoas. Fui para casa com o meu café e sentei-me no quintal, a responder a mensagens de pessoas durante três horas, sem parar".

Antes da saída de Klinghoffer, Frusciante passou alguns meses a tentar voltar a cair nas boas graças dos seus colegas. "Mandava e-mails a pedir desculpa sobre comportamentos passados", explicou o primeiro. "Certa vez ele e o Flea foram a um combate de boxe. Apareceram fotografias dos dois na internet e eu pensei: 'será que...?', afirmou. "Podia ter-me preparado melhor, falado com eles", concluiu, desapontado.