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Porque é que tanta gente gosta das mesmas canções? A ciência explica

Investigadores da universidade de Harvard mostram que na música é mais o que nos une do que o que nos separa

Um grupo de investigadores da Universidade de Harvard procurou explicar o porquê de tanta gente gostar das mesmas canções, num novo estudo.

Segundo o mesmo, (quase) tudo pode ser explicado pela evolução: a nossa consciência mamífera, evoluída, aprecia coisas como a habilidade, o compromisso e a ilusão de algo maior do que nós próprios - três atributos que um quarto da música popular produzida têm em comum.

Os investigadores recorreram a um grupo de mais de 30 mil pessoas, de 60 contextos diferentes, e procuraram responder a algumas questões: "A música é universal?", "Que comportamentos estão associados à canção, e de que forma variam entre sociedades?", "As qualidades musicais de uma canção são indicativas do seu contexto comportamental?", "Os padrões melódicos e rítmicos das canções variam sistematicamente, tal como os mesmos padrões encontrados na linguagem?", "Quão predominante é a tonalidade entre idiomas musicais?".

O estudo mostra que, no que toca às canções, existem três dimensões diferentes em mais de 25% dos temas estudados: o formalismo da performance, o nível de excitação e a religiosidade. É possível ainda constatar que existe maior variação no comportamento musical dentro de cada sociedade do que entre diferentes sociedades.

A música de dança, as canções de amor e as canções de embalar mostraram-se interligadas pelas mesmas características e padrões, tal como as culturas que as apreciam mostraram responder aos mesmos estímulos fundamentais.

Em última análise, "a música é universal, mas exibe diferentes formas em diferentes culturas". Leia aqui o estudo.