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Adolfo Luxúria Canibal aos 60 anos. “Acho que com esta idade começamos a ser realmente velhos. Mas não quer dizer que me sinta velho”

Uma das figuras incontornáveis da música portuguesa das últimas quatro décadas, celebrou o seu 60º aniversário no passado dia 25 de dezembro. E conta-nos como está a encarar esta nova etapa da vida

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Adolfo Luxúria Canibal, vocalista dos Mão Morta, escritor e jurista, completou 60 anos no passado dia de Natal.

Em entrevista que o Expresso publicará numa das próximas edições, o músico - Adolfo Morais de Macedo, nome de batismo - falou sobre a sua infância, passada entre Vieira do Minho e Braga, bem como sobre a sua família e a mudança para Lisboa, no final da adolescência, para estudar Direito.

Sobre a fase da vida em que se encontra, e o facto de ter celebrado 60 primaveras, afirma Adolfo: “Quando fiz 40, foi importante, porque achei que tinha chegado a metade da minha vida. Foi quando mudei completamente: deixei Portugal, deixei o meu trabalho, deixei tudo e fui para França. E pensei que ia passar o resto da minha vida lá. As coisas acabaram por acontecer de forma diferente, mas achei que era uma data importante, de tomada de decisões, de mudança - e foi”.

“Quando fiz 50, pensei: 'meio século, uma data importantíssima, vou fazer uma grande festa!'. Depois pensei: 'fogo, vou gastar um dinheirão do carago, as pessoas estão-se a cagar para mim, vou mas é fazer uma viagem. Fui eu a Marta [a sua mulher], divertimo-nos imenso e foi assim que passei os meus 50 anos: a viajar, que é das coisas que mais gosto de fazer. Como na altura ainda podia comer o que quisesse, foi mesmo muito divertido”.

“Agora nos 60 anos não faço ideia. Acho que com 60 anos começamos a ser realmente velhos. Mas não quer dizer que me sinta, propriamente, velho. Psicologicamente não sinto o peso dos 60 anos, mas quando os fizer logo se vê [a entrevista decorreu no início de dezembro]. São questões muito psicológicas”.

Em 2019, os Mão Morta lançaram o álbum “No Fim Era o Frio”. A 31 de janeiro, a banda toca no Teatro Municipal Garcia Resende, em Évora, e a 28 de março no Theatro Circo de Braga.