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“Se eu fosse homem, seria aclamado como uma espécie de Deus da indústria musical”

A insatisfação de uma das figuras de proa da pop atual

Charlie XCX insurgiu-se contra o sexismo presente na indústria musical, através de uma série de publicações no Twitter. A cantora e compositora britânica afirmou que, apesar do seu sucesso enquanto artista, ainda sente que no meio musical não a levam a sério.

"Sou uma artista, uma cantautora que co-compôs vários êxitos, meus e de outras pessoas. Realizei vídeos, fui produtora executiva de uma série da Netflix, A&R, tenho uma editora, sou agente de dois artistas", começou por dizer. "Se eu fosse homem, seria aclamado como uma espécie de Deus da indústria musical. Mas, sendo mulher, as pessoas têm dúvidas", lamentou.

"Não preciso que as pessoas sintam pena de mim, estou só a dizer a verdade. As mulheres, nesta indústria, são constantemente questionadas: 'ela compôs mesmo aquilo?', 'ela sabe mesmo produzir?', 'ela sabe mesmo o que está a fazer?'", continuou. "Todas as estrelas pop femininas, em 2019, são obviamente empresárias: cuidam das suas carreiras, fazem as suas próprias decisões, dirigem as suas próprias equipas, fazem a sua própria arte. Isto é insultuoso", disse ainda.

Charli XCX notabilizou-se em 2013 como como colaboradora do êxito 'I Love It', das Icona Pop. Nesse mesmo ano editou o seu álbum de estreia, "True Romance", seguindo-se no ano seguinte "Sucker". Êxitos como 'Boom Clap', 'Break the Rules' e 'Doing It' cimentaram o seu percurso como uma das estrelas mais promissoras da pop desta década. Várias mixtapes depois, lançou este ano o terceiro álbum, "Charli". Pelo meio, participou na composição de canções para outros artistas - é o caso de Iggy Azalea, Selena Gomez, Blondie e, já este ano, Shawn Mendes e Camila Cabello (no grande sucesso 'Señorita').