Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

Tina Turner

Os 80 anos de Tina Turner. Parabéns, Miss Hot Legs!

“Estou ótima, é como se estivesse a ter uma segunda oportunidade na vida”, congratula-se Tina Turner num vídeo enviado aos fãs

Tina Turner, um dos grandes ícones pop-rock das últimas cinco décadas, celebra esta terça-feira, 26 de novembro, 80 anos.

A viver na Suíça, país do qual é cidadã desde 2013, a cantora norte-americana encontra-se reformada há cerca de dez anos, mas não quis deixar de partilhar com os fãs uma mensagem de alegria.

“É verdade, tenho 80 anos!”, começa Tina Turner por exclamar. “Estou ótima, sinto-me bem e passei por várias doenças, por isso é como se estivesse a ter uma segunda oportunidade na vida. Estou feliz por ser uma mulher de 80 anos”.

Nascida no Tennessee, nos Estados Unidos, em novembro de 1939, Tina Turner - Anna Mae Bullock de seu nome verdadeiro - era a mais nova de três irmãs. Quando tinha 11 anos, a sua mãe fugiu de casa, para escapar à violência conjugal de que era vítima.

Mais tarde, também Tina Turner seria vítima de maus tratos por parte de Ike Turner, com quem começou a cantar no final dos anos 50, depois de o ver atuar num clube noturno. Ike & Tina tornar-se-iam um duo de enorme sucesso, tendo o seu percurso chegado ao fim quando também o seu casamento desabou, no final da década de 70.

Contrariamente às expectativas da indústria discográfica de então, como escreve Rob Sheffield na Rolling Stone, Tina Turner conseguiria tornar-se uma super estrela a solo numa altura em que tinha já 44 anos; foi em 1984, com 'Private Dancer', uma canção escrita por Mark Knopfler, que representou o começo de uma nova e bem sucedida fase na sua carreira. Do álbum do mesmo título, “Private Dancer”, constavam também o êxito 'What's Love Got to Do With It' e '1984, uma versão do tema de “Diamond Dogs”, de David Bowie, de quem era amiga.

No ano seguinte, ou seja, em 1985, Tina Turner conheceu Erwin Bach, um executivo da editora EMI, em Londres. Também em 1985 foi estrela de cinema ao lado de Mel Gibson em "Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão", que continha na banda-sonora duas canções por si interpretadas, a mais sonante dos quais 'We Don't Need Another Hero'.

Durante os anos 80, Turner colecionou sucessos planetários como 'Typical Male' (1986) e 'The Best' (1989).

Mais modesta em êxitos, a década de 90 produziu, contudo, um sucesso como 'I Don't Wanna Fight', que consta da banda-sonora da biopic "What's Love Got To Do With It", de 1993.

Em 1995, era a voz 'soulful' de Tina Turner que se ouvia em 'GoldenEye', tema do filme homónimo da saga "James Bond".

O último álbum de estúdio da artista, "Twenty For Seven", data de 1999, tendo deste então sido lançadas várias coletâneas e um disco ao vivo. Dez anos depois, em 2009, despedia-se dos palcos no Reino Unido, pondo fim à digressão do 50º aniversário de carreira.

Em 2013, após 27 anos de namoro, Tina e Erwin casaram-se na Suíça. Três semanas depois do casamento, a artista sofreu um enfarte e teve de reaprender a caminhar. Em 2016, soube sofrer de cancro dos intestinos. Na sequência da doença, ficou com problemas renais e chegou a ponderar a hipótese de suicídio assistido, mas acabou por fazer um transplante; o seu marido foi o dador.

Mãe de dois filhos biológicos, Tina Turner adotou ainda dois dos filhos do ex-marido. Raymond Craig Hill, o seu filho mais velho, cujo pai era o saxofonista Raymond Hill mas que foi adotado por Ike Turner, suicidou-se aos 59 anos, em 2018.

Tina Turner esteve em Portugal por duas vezes, em 1990 no Estádio de Alvalade, em Lisboa, e em 1996 no Estádio do Restelo, também na capital.

Ídolo de estrelas como Beyoncé e vencedora de 12 Grammys, Tina Turner vendeu mais de 200 milhões de discos e viu recentemente a sua vida adaptada para um espetáculo da Broadway, intitulado “Tina”.