Orville Peck, o cowboy mascarado, cantou histórias de lugares e amores no Super Bock em Stock (e revelou já ter vivido em Portugal)
24.11.2019 às 2h48
O crooner canadiano que esconde a cara atrás de uma máscara e chapéu de cowboy estreou-se nos palcos nacionais, mas garantiu que Portugal é como uma segunda casa
Foi depois de apresentar a balada embriagada 'Kansas (Remember Me Now)' que Orville Peck, estreante em palcos nacionais, revelou algo de que ninguém estaria à espera: "muitas das minhas canções são sobre sítios por onde passei e onde vivi. Já vivi em muitos sítios e um deles foi aqui em Lisboa, perto de Cascais, portanto é como se fosse uma segunda casa". E ninguém estaria à espera, principalmente, porque pouco se sabe do músico canadiano, que defende a sua country por trás de uma máscara e um chapéu de cowboy.
Com uma voz de crooner que ainda impressiona mais ao vivo, Peck apresentou as canções de "Pony", disco de estreia editado este ano, e deixou a Casa do Alentejo a rebentar pelas costuras. Do slow quente 'Roses are Falling' o músico, muito bem acompanhado por uma banda vestida a rigor, passou ao corridinho 'Turn to Hate', cavalgando depois em busca do pôr-do-sol com 'Buffalo Run' e voltou ao modo "balada sensível de homem solitário" com 'Nothing Fades Like the Light'. Pelo caminho, ficaram versões de 'Something to Brag About', dueto clássico da country interpretado originalmente por George Jones e Tammy Wynette, e de 'Ooh Las Vegas', de Gram Parsons - com o público ao rubro - e uma introspetiva 'Dead of Night'.
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