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“A inteligência artificial vai acabar com os concertos”. Os vaticínios de Grimes

Canadiana Grimes acredita que os espetáculos ao vivo vão tornar-se obsoletos em breve

Grimes acredita que a inteligência artificial vai acabar com os concertos. Em entrevista ao físico Sean Carroll, no podcast "Sean Carroll's Mindscape", a artista canadiana defendeu: "penso que a música ao vivo vai tornar-se obsoleta brevemente" isto devido aos avanços científicos relacionados com a inteligência artificial que permitem que a tecnologia seja capaz de aprender tarefas intelectuais com os seres humanos.

"Sinto que vamos assistir ao fim da arte, da arte humana", diz Grimes, "assim que a inteligência artificial genérica se tornar uma realidade, vão ser muito melhores a fazer arte do que nós... A inteligência artificial vai conseguir dominar a ciência e a arte totalmente, o que pode acontecer nos próximos dez anos mas provavelmente só acontecerá nos próximos 20 ou 30".

A artista explora ainda mais a ideia, falando sobre o amor das pessoas por um "mundo falso": "os DJs recebem mais do que os verdadeiros músicos. É um pouco como o Instagram. As pessoas tendem a sentir-se atraídas pelo mundo limpo, acabado, falso. Toda a gente quer ser uma simulação. Não querem verdadeiramente o mundo real, mesmo que pensem que sim e que toda a gente diga 'fixe, música ao vivo!'. Se olharmos para os números, toda a gente está a gravitar em torno do mundo cintilante e perfeito do Photoshop".

Depois da entrevista, a artista clarificou a sua opinião no Twitter, dizendo: "não estou a dizer que os humanos vão deixar de produzir arte, estou só a dizer que vai ser muito difícil competir com isto e que, portanto, a arte vai mudar para sempre. Portanto, são tempos excitantes para a criação, os que vivemos, visto que, presumivelmente, estamos a aproximar-nos do fim da arte feita apenas por humanos".