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"O dia em que o meu mundo acabou". Tricky fala sobre a perda da filha

“Sinto que estou a perder a cabeça”, afirma o músico de Bristol, recordando Mazy

Para Tricky a música "não soa ao mesmo" desde a morte prematura da sua filha, Mazy Topley-Bird, aos 24 anos.

Em entrevista ao Guardian a propósito da autobiografia que editará no final do mês, "Hell Is Round the Corner", o músico britânico descreveu o dia da morte de Mazy - em maio passado - como "o dia em que o meu mundo acabou". "Nunca amei tanto alguém antes", confessou. "Estive presente no nascimento dela. Foi ai que comeceu a sentir coisas porque", afirma o artista de Bristol, até ao nascimento da filha "eu estava emocionalmente dormente, e era mais fácil viver assim. Mas, de repente, senti coisas [positivas]. Já perdi pessoas antes, como avós, mas recuperei sempre".

"Isto é diferente", assume. "A música já não soa ao mesmo. Sinto que estou a perder a cabeça. Ontem estive em Islington [bairro de Londres] na esperança de a ver, na esperança de que ela iria aparecer à minha frente", referindo-se à também filha da cantora Martina Topley-Bird.

Tricky revelou ainda que recorreu aos serviços de um psicólogo, de forma a conseguir lidar com a morte de Mazy, cujas circunstâncias ainda estão sob investigação. "Tem sido uma experiência realmente boa", disse.